terça-feira, 27 de maio de 2008

Heresia. Nestorianismo (Séc. V)

O Arianismo, heresia já estuda por nós e que usurpa de Cristo a essência divina, gerou uma série de outros erros. Tais erros, como toda heresia, vem em efeito cascata tentando esconder-se com mentiras sob o manto de uma verdade aparente.

Um dos maiores erros que se vieram a partir do Arisnismo foi justamente essa heresia sobre a pessoa de Cristo que teve início com Nestorius, bispo de Constantinopla que, em sua teoria, negava a Maria o título de Theotokos (literalmente "Mãe de Deus"). Nestorius dizia que Maria deu origem apenas à pessoa humana de Cristo em seu útero e chegou a propor como alternativa o título Christotokos ("Mãe de Cristo"). Criou uma teoria visualmente herética, já que o Arianismo do século anterior já tentava modificar a essência de Cristo e agora o Nestorianismo ia além pois ensinava que Cristo passou a ser Deus em um determinado momento, ou seja, não o foi sempre.

Segundo o Nestorianismo, Jesus Cristo tinha duas naturezas distintas, uma humana e outra divina, completas e afeiçoadas de tal forma que formam um Jesus homem, a exemplo de gêmios siameses: possuidor de natureza divina e humana estando conjuntas em uma união mecânica, muito mais do que orgânica (juntos, porém diferenciadas). Fica claro que Nestorius confundia os termos “natureza” e “pessoas” misturando-os de uma forma aterradora. As duas naturezas de Cristo (humana e divina) para Nestorius era a mesma coisa de dizer que eram duas pessoas. Na verdade ele sinonimizou natureza e pessoa.

Também não criam no purgatório, muito menos na veneração de imagens e relíquias (crenças essas revitalizadas pelos protestantes a partir do século XVI e até hoje).

Os teólogos Católicos ortodoxos imediatamente reconheceram que a teoria de Nestorius dividia Cristo em duas pessoas distintas (uma humana e outra divina, unidos por uma espécie de "elo perdido"), de sorte que apenas uma estava no útero de Maria.

Obviamente que a Igreja reagiria, e o fez no ano 431 com o Concílio de Éfeso dirigido pelo Papa Celestino I. Por ser Bispo Nestorius foi chamado para o Concílio automaticamente o que levou a uma discussão sobre Maria (Theotokos ou Christotokos). Tal Concílio definiu que Maria realmente é Mãe de Deus, não no sentido de que ela seja anterior a Deus ou que seja a fonte de Deus, mas no sentido de que a Pessoa que ela carregou em seu útero era de fato o Deus Encarnado.

Em 429 São Cirilo, Bispo de Alexandria, escreveu aos bispos e aos monges do Egito, condenando a doutrina de Nestório. Ambas as correntes se dirigiram ao Papa Celestino I, que rejeitou a doutrina de Nestório num sínodo no ano de 430. O Papa ordenou a São Cirilo que intimasse Nestório a retirar suas teorias em um prazo de dez dias, sob pena de exílio; Cirilo enviou ao Patriarca de Constantinopla uma lista de doze anatematismos que condenavam o nestorianismo.

Após esse episódio, Nestório não se quis dobrar e manteve-se em erro; de mais a mais ele sabia que podia contar com o apoio do Imperador; além de tudo issos, tinha muitos seguidores na escola antioquena, entre os quais o próprio Bispo João de Antioquia. No ano de 431, o Imperador Teodósio II, instigado por Nestório, convocou para Éfeso o terceiro Concílio Ecumênico a fim de solucionar, de uma vez por todas, a questão discutida. São Cirilo, foi nomeado o representante do Papa Celestino I e abriu a assembléia diante de 153 Bispos que estavam presentes. Logo na primeira sessão, foram apresentados os argumentos da literatura antiga favoráveis ao título Theotókos, que,a o final, foi solenemente proclamado por todos os Bispos presentes; tinha-se daí que em Jesus havia uma só pessoa (a Divina); Maria se tornara Mãe de Deus pelo fato lógico de que Deus quisera assumir a natureza humana no seu seio e desde sempre era a natureza divina e humana em uma pessoa divina que ali estava sendo gerada, daí Maria era mãe de Deus. Quatro dias após esta sessão inaugural, isto é, no dia 26/06/431 chegou em Éfeso o Patriarca de Antioquia, levando consigo 43 Bispos seus seguidores, todos favoráveis a Nestório; esses não quiseram se unir ao Concílio Ecumênico presidido por São Cirilo, representante do Papa Celestino I; dessa forma criaram um Concílio paralelo que depôs Cirilo. O Imperador acompanhava, atento, tudo de perto e estava extremamente indeciso. São Cirilo, então, mobilizou todos os recursos que possuía, para mover Teodósio II, o Imperador, em favor da reta doutrina definida pelo Papa; nessa empreitada teve a sincera ajuda de Pulquéria, piedosa e influente irmã mais velha do Imperador. Este finalmente resolveu apoiar a sentença reta de Cirilo e exilou Nestório. Contudo, os antioquenos não se renderam, em momento algum, muito menos de imediato. Eles acusavam Cirilo de arianismo a apolinarismo. Após longos dois anos de litígio em torno da questão, no ano de 433 puseram-se de acordo sobre uma fórmula de fé que. professava um só Cristo e Maria como Theotókos.

Nestorius preferiu continuar em erro, o que levou à sua excomunhão por heresia.

Imagino que todos já identificaram o protestantismo pentecostal neste heresia, não? Isso na verdade é, no protestantismo, apenas uma maneira a mais de menosprezar a Encarnação de Deus. Percebemos que São João escreveu seu Evangelho em resposta clara aos gnósticos, e fez questão de inicia-lo pela Encarnação. Isso aconteceu porque a base gnóstica do protestantismo (e também, de certo modo do nestorianismo) recusa-se a admitir que Nosso Senhor tenha verdadeiramente assumido a nossa natureza, humana, contudo não pecadora. Por esse motivo, por exemplo, que Lutero afirmava que o pecado humano não é jamais apagado, mas apenas encoberto por Deus, seria uma pequena enganação em palavras mais rudes. Para ele, Nosso Senhor mentiria ao dizer o homem não tem pecado, para que ele entre no Céu. É mais conveniente para um gnóstico acreditar em um deus que minta do que em um Deus que se faz verdadeiramente homem, com uma mãe humana, sofrimentos humanos e dores humanas, com exceção do pecado, repetimos.

Evidente é que o nestorianismo seja o alicerce protestante por excelência, nessa temática da Encarnação. É preciso lembrar que a tendência atual da grande maioria dos setores protestantes é de negar o título de Mãe de Deus à Virgem Maria. Os mais instruídos e que conseguem responder a questões teológicas, ao serem interpelados por apologistas católicos sobre ser Jesus Deus e homem ao mesmo tempo, levando à lógica mais evidente de que sendo Maria mãe de Cristo só pode ser também Mãe de Deus, respondem eles, quase com um uníssono com o próprio Nestório: – A Virgem Maria é mãe de Cristo enquanto homem, e não de Cristo enquanto Deus! Impossível ficar criando situações em que Deus Encarnado (Jesus Cristo) ficava encenado ser homem enquanto na verdade era Deus, ou vice-versa (heresias que se vieram em seguida). Muito menos é possível ficar criando teorias no sentido de que havia duas pessoas em Cristo, metamorfizando e dissolvendo a palavra “natureza” no meio da retórica. Deus e o homem estão unidos em Cristo na mesma Pessoa, e é esta Divina. Apenas no nestorianismo, que confunde os termos, é que não. O protestantismo é herdeiro direto do nestorianismo!

Mais fontes:
Site Veritatis Splendor (www.veritatis.com.br)
BETTENCOURT, Dom Estêvão. AS HERESIAS CRISTOLÓGICAS (I)

6 comentários:

Salom� disse...

Minha mensagem, em 16/09/2008 , sexta-feira.

Sr. Emanuel,
Procurando eu na internet uma definição sobre o significado da expressão nestorianismo, encontrei vossa definição. No entanto, encontrei nela uma conceituação divergente com respeito a posição protestante sobre a questão. Portanto, venho aqui afirmar, com base em documentos históricos Protestantes, que não é correto dizer que “o nestorianismo seja o alicerce protestante por excelência" como o Sr. afirma em vosso artigo. Se o Sr. verificar atentamente as Confissões de Fé das igrejas protestantes históricas, reformadas, anglicanas, presbiterianas, congregacionais, entre outras, poderá verificar que todas elas expõem a crença e defendem a doutrina cristã ortodoxa, fundamentada na única autoridade que reconhecemos, cremos e proclamamos, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.
Como cristão, membro da Igreja Reformada, adotamos símbolos confessionais históricos do cristianismo ortodoxo: as Três Formas de Unidade (das Igrejas Reformadas): A Confissão de Fé Belga, o Catecismo de Heidelberg e os Cânones de Dort, e os Três Credos Ecumênicos: O Credo Apostólico, o Credo Niceno e o Credo Atanasiano.
Quanto a expressão theotokos, sabemos que ela está historicamente relacionada a questão da divindade de Cristo. Maria foi mãe de Deus, no sentido que o Sr. expôs, reproduziu, no seu artigo: "não no sentido de que ela (Maria) seja anterior a Deus ou que seja a fonte de Deus, mas no sentido de que a Pessoa que ela carregou em seu útero era de fato o Deus Encarnado". Portanto ela, Maria, não deve ser, do ponto de vista da Palavra de Deus, ou contra a Palavra de Deus, venerada, adorada, ou coisa semelhante.
Segue abaixo algumas considerações a mais sobre o tema:
Teologia Sistemática/Charles Hodge; Tradução Valter Martins – São Paulo: Hagnos, 2001. Páginas 782,784,785,786.
Aqui, na Teologia Sistemática, pág. 782, Charles Hodge explica como surgiu a controvérsia nestoriana. É-nos informado que a controvérsia surgiu, por Nestório ter defendido um de seus presbíteros “que negava que a Virgem Maria pudesse propriamente ser chamada de Mãe de Deus.” Nestório teria tentado esclarecer que havia um sentido no qual seria blasfemo designar Maria como mãe de Deus. O problema é que Nestório foi longe demais em suas “explicações” e “teorias”, afastando-se da Palavra de Deus.
Com o Sínodo de Éfeso, em 431 d. C., e finalmente o Concílio geral de Constantinopla em 681 d.C., diz Charles Hodge, cessou o conflito acerca desta doutrina no sentido em que, desde então, não houve modificações posteriores da doutrina da Igreja. A decisão contra Nestório, na qual se firmou a unidade da pessoa de Cristo; a qual se fez contra Êutico, afirmando a distinção das naturezas e a tomada contra os monotelitas, declarando que a posse de uma natureza humana envolvia necessariamente a posse da vontade humana, foi recebida como verdadeira fé pela Igreja Universal: a grega, a latina e a protestante.
Nas páginas 784 a 786, Charles Hodge diz, referindo-se A Doutrina das Igrejas Reformadas: na época da Reforma, os reformadores aderiram estritamente à doutrina da Igreja Primitiva. Isso se faz evidente à luz de diversas Confissões adotadas pelos vários corpos reformados, especialmente na Segunda Confissão Helvética que...rejeita todas as antigas heresias acerca desta questão e adota a linguagem dos antigos credos.” “E assim se torna patente que os reformados rejeitaram de maneira concreta todos os erros acerca da pessoa de Cristo que haviam sido condenados na Igreja Primitiva: os erros de Ário, dos ebionitas, dos gnósticos, o aplinarianismo, o nestorianismo, o eutiquianismo e o monotelitismo.... Os reformadores ensinaram o que haviam ensinado os seis primeiros concílios gerais, e o que recebeu a Igreja Universal: nem mais, nem menos. Com isso concorda a precisa, bela e clara afirmação da Confissão de Fé de Westminster: “ O Filho de Deus, a segunda pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e terno Deus, igual e da mesma substância com o Pai, havendo chegado a plenitude do tempo, tomou para si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e com suas debilidades comuns, todavia sem pecado. Foi concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria, da substância dela. De modo que duas naturezas completas, perfeitas e distintas, a Deidade e a humanidade, foram inseparavelmente unidas numa só pessoa, sem conversão, composição ou confusão. Esta pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, um só Cristo, o único mediador entre Deus e o homem”.
No livro A História das Doutrinas Cristãs/ Louis Berkhof, Ed. PÉS, pág. 106, encontramos: “a mais completa declaração oficial sobre a posição reformada acerca da doutrina de Cristo se acha na Segunda Confissão Helvética, preparada em 1566. Citamos algumas das mais pertinentes afirmações: “Portanto, o Filho de Deus é co-igual e consubstancial com o Pai, no que tange à sua divindade; verdadeiro Deus, e não de nome apenas, ou por adoção, ou por favor especial, mas na substância e na natureza... abominamos, pois, a blasfema doutrina de Ário, a qual foi proferida contra o Filho de Deus... Também ensinamos e cremos que o eterno Filho do eterno Deus foi feito Filho do Homem, da descendência de Abraão e de Davi; não por meio de qualquer homem, como Ebião afirmava, porém que ele foi purissimamente concebido pelo Espírito Santo e nasceu de uma virgem, Maria...Outrossim, o nosso Senhor Jesus Cristo não tinha alma sem sentidos ou sem razão, conforme apolinário ensinava; nem carne sem alma, como Eunâmio ensinava; Ele tinha alma com sua razão e carne com sentidos... Reconhecemos, pois, que existem duas naturezas em um só e mesmo Jesus Cristo, nosso Senhor – a divina e a humana, e dizemos que essas duas estão de tal modo conjugadas ou unidas que não foram eliminadas, confundidas ou misturadas, mas, antes, foram unidas em uma pessoa (as propriedades de cada pessoa inatingidas e permanentes), de tal modo que adoramos um Cristo, nosso Senhor, e não dois... Portanto, assim como detestamos a heresia de Nestor, que fazia dois Cristos de um só e dissolvia a unidade da pessoa, também abominamos a loucura de Eutíquio e a dos monotelitas e monofisitas, que sobvertiam a propriedade da natureza humana. Por conseguinte, não ensinamos que a natureza divina em Cristo sofreu, ou que Cristo, de acordo com Sua natureza humana, ainda está no mundo e, assim, em toda parte. Pois nem pensamos nem ensinamos que o corpo de Cristo deixou de ser um verdadeiro corpo após sua glorificação, ou que o mesmo foi deificado, e deificado de tal maneira que se despiu das propriedades, no tocante a corpo e alma, e se tornou total natureza divina e começou a ser uma única substância.”
Por último, deixo algumas afirmações do livro, de um pastor Reformado, A Alma em Busca de Deus – satisfazendo a fome espiritual pela comunhão com Deus, de R.C. Sproul, Capítulo 6, A Alma Obediente, págs. 91 e 92: “ O MODELO DE MARIA - Por causa do papel central, e freqüentemente cultual, que Maria exerce na Teologia Católica Romana, os protestantes muitas vezes a negligenciam em suas opiniões. Contudo, Maria foi escolhida para ser a mãe de Cristo. A Teologia Protestante geralmente concorda com a doutrina aprovada nos grandes concílios ecumênicos da história da Igreja Primitiva. Isso inclui a adoção do título concedido a Maria: Theotokos, que significa “mãe de Deus”. Em última análise, o título de Maria foi concedido nem tanto para honra-la ao ponto que se honra ao Filho que ela concebeu. O fato de Maria ter sido a mãe de Deus significa simplesmente que seu filho era Deus encarnado; não que ela tinha sido a genitora da deidade de Jesus. O “Pai” de Jesus em seu nascimento foi o Espírito Santo. Todavia, o primitivo concílio asseverava que Jesus recebeu sua natureza humana de sua mãe. Ele era nascido da semente de Davi, da qual descendia Maria. Não obstante, esta criança humana era também “vere deus”, verdadeiramente Deus.”
Atenciosamente,
Salomão Freitas Alves
Estudante de História - UNICAP
Membro da Igreja Reformada do Brasil.

Emanuel Jr. disse...

Meu amigo denominado Salom. Se voltar aqui para ver se existe alguma resposta para sua "pergunta", tenho que elas existem. Infelizmente, pelo tamanho do seu texto e a quantidade de questionamentos e até de erros históricos e teologais (se me permite assim dizer), será impossível responder aqui nesse espaço. ENtre em contato comigo por aqui mesmo, ou mesmo pelo orkut (não é difícil me achar lá) e discutiremos ponto a ponto o que pretende. Contudo, espero muito que volte e possamos realmente discutir esse assunto.

Anônimo disse...

Catholic priest

Creio que o Sr. Salomão se exaltou ao responder ao comentário do Sr. Emanuel sobre a relação entre o protestantismo e a Theotokos – coisa típica de jovens estudantes universitários. De fato, o artigo do Sr. Emanuel se refere ao protestantismo pentecostal e não ao protestantismo da reforma que acolhe as afirmações dos concílios ecumênicos. Pelo jeito o Sr. Salomão é um bom leitor da teologia protestante, recomendo a leitura de Martinho Lutero, Explicação do Magnificat, em 1521. Talvez um protestante falando com outro possa ajudar a descobrir a importância de Maria na História da Salvação.

God bless

Anônimo disse...

Queridos! Não coloquem Todos Protestantes no mesmo "SACO"!
Fiquei tão triste em perceber o quanto estamos nos distanciando do amor verdadeiro! Só o Amor pode Trazer a verdadeira união. (Assim o Mundo reconhecerá). Voltemos a palavra em TUDO!
Parabéns pelo Blog! Está me ajudando muito!
só uma obsrvação! Nasci num lar "Evangélico" desde a terceira geração... E nunca me ensinaram a separar Jesus homem de divino e sempre me ensinarao sobre Maria como mãe completa (como você crê).
Amo muito um autor protestante que se chama Max Lucado, tem um livro que de uma forma poética traça essa humana divindade de Jesus de forma tão linda! (SEU NOME É JESUS)

Abração! Breno Soares! Por que Dele e por Ele, para Ele São todas as coisas!

Emanuel Jr. disse...

A questão meu amigo, e finalmente parece que temos alguém disposto a conversar civilizadamente por aqui, é que realmente nem todos os protestantes são iguais, contudo é isso o que é complicado.

Explico! Como cada protestante, e aqui não coloco cada igreja, mas cada pessoa mesmo, tem uma interpretação. Trata-se da forma de lhe dar com a doutrina. Isso é fato! Isso torna muito difícil falar em protestantismo sem fazer alguma generalização, me perdoe se não fiz as exceções, mas é que são impossíveis de nomear.

Lutero nunca atacou Maria, pelo contrário. Contudo, os frutos do seu protesto geraram uma infinidade de erros que levaram a isso, justamente por não estarem dentro da única que interpreta as escrituras corretamente e tem como guia o Espírito Santo.

Quanto a olhar Maria como mulher completa, essa é uma questão muito sensível. Maria não era só uma mulher completa, mas o ser humano mais perfeito criado por Deus. Não poderia ser diferente já que carregou Deus em seu ventre, gerou e continua gerando essa humanidade que se rebela contra ela e contra o próprio Deus. Maria está infinitamente acima de nós. Deus está infinitamente acima de Maria.

Salomão F. Alves disse...

Boa tarde Sr. Emanuel.

Já faz algum tempo que escrevi para seu blog. Espero que esteja tudo que o senhor e sua família. Vi agora sua postagem de 26 de março, e quero dizer que quanto ao tema de sua matéria sobre a heresia Nestoriana, creio que pudemos dar nossa humilde contribuição sobre qual é a posição histórica protestante, reformada sobre o tema. Esclareço também, que há limite de interpretação da Escritura, da Palavra de Deus. Nesse sentido não vale, para todo verdadeiro cristão, interpretar a Palavra de Deus como bem entenda, de acordo com suas imaginações. O método conhecido como histórico-gramatical delineia bem como ler e interpretar a santa Palavra de Deus. Há nesse sentido, unidade nas doutrinas fundamentais entre as igrejas reformadas, com diferenças claras sobre algum tema ou outro. Por exemplo, organização no governo de igreja, batismo, ou outra outra questão bem conhecida historicamente. As divergências mais importantes também são bem conhecidas, e, pelo menos duas, até nos separam eclesiasticamente, o Arminianismo e Pentecostalismo. Mas, repito, cada uma pessoa, membro de uma igreja reformada não pode interpretar como bem entender e ter sua própria e particular interpretação da Palavra de Deus, isso é invenção modernista e combatida com rigor e disciplina bíblica nas igrejas reformadas fiéis a Palavra de Deus. Na verdade, esse problema e dificuldades existem na Igreja faz muito tempo. Quando lemos Atos dos Apóstolos, por exemplo, vemos divergências quanto a interpretação, e até divergências. Mas tudo se resolvia dentro dos limites da autoridade da Palavra de Deus.
Espero estar humildemente contribuindo.
Com saudações cordiais,
Salomão Freitas Alves.