quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Igualdade dos homossexuais e liberdade: a posição de Bento XVI

Sempre nos vemos discutindo e sendo alvejados por um tema recorrente: homossexualismo. Nunca entendem o que queremos dizer e nos atacam frontalmente de todas as formas. O Papa Bento XVI, no uso de suas atribuições e buscando sempre a verdade, buscou, mais uma vez, salientar o fato. Vejamos a reportagem.
Esclarecimento do porta-voz vaticano
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- O discurso que Bento XVI pronunciou no dia 1º de fevereiro aos bispos da Inglaterra e Gales despertou muitas críticas em jornais e blogs, que acusam o Papa de ingerência, por falar de um projeto de lei britânico sobre igualdade dos homossexuais.
 
 O porta-voz da Santa Sé considera que as palavras do pontífice não foram compreendidas adequadamente, pois “assegurar que a igualdade de oportunidades para todos é um objetivo nobre. No entanto, em certos casos, tenta-se alcançar isso com leis que impõem limites injustos à liberdade das comunidades religiosas para atuar segundo suas próprias convicções”.
 
 “Se estas leis contradizem a lei natural, compromete-se o fundamento que garante a igualdade e, portanto, o direito de desfrutar da igualdade de oportunidades”, esclarece o padre Federico Lombardi, S.J., no último editorial de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano.
 
 O Papa explicou aos bispos britânicos que o país deles “é bem conhecido por seu firme compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade. No entanto, o efeito de algumas das leis destinadas a alcançar esse objetivo tem imposto limitações injustas à liberdade das comunidades religiosas para atuar de acordo com suas crenças”.
 
 Quando o pontífice pronunciou suas palavras, os parlamentares britânicos estavam analisando uma lei radical de igualdade que provocou críticas de vários setores.
 
 Algumas instituições, não só católicas, denunciaram que esta lei, por exemplo, busca que as paróquias os escolas contratem professores de religião que promovam abertamente os comportamentos homossexuais.
 
 As palavras do Papa, segundo o padre Lombardi, “tocam um ponto crítico dos debates sobre a igualdade dos direitos, sumamente atuais em muitos países do mundo; debates que envolvem aspectos fundamentais da visão de homem: o direito à vida, sexualidade, família...”
 
 O sacerdote jesuíta considera que o magistério do Papa “não é uma intromissão da Igreja na dinâmica social e política, mas uma devida – e portanto valente – manifestação de suas posições a serviço do bem comum”.
 
 O porta-voz vaticano cita o rabino chefe das Congregações Judaicas Unidas de Commonwealth, Lord Jonathan Sacks, que, alertando do uso ideológico do tema da igualdade dos direitos, denuncia que pode ser utilizado para atacar as religiões.
 
 No The Times, o rabino escreveu que, “em vez de ver as palavras do Papa como uma intervenção inadequada, deveríamos utilizá-las como estímulo para empreender um debate honesto sobre onde há que situar a linha que separa nossa liberdade como indivíduos de nossa liberdade como membros de comunidades de fé. Uma não se pode alcançar sacrificando a outra”.
 
 Por esse motivo, o padre Lombardi conclui: “não só os católicos veem o problema; é um problema para todos, que se deve enfrentar com honestidade, se quisermos construir juntos uma sociedade melhor”.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Haiti é aqui!

Hoje ouvi pelo rádio, de novo, a notícia de que o dinheiro destinado a resolver parte dos problemas ocorridos em Angra dos Reis na virada do ano, ainda não chegou. Claro que o informe era sobre a verba governamental do governo Federal.

Fiquei pensando o quão incríveis são as pessoas, e o quão manipuláveis também.

Todos os dias, em qualquer jornal seja televisionado de qualquer emissora, pelo rádio ou escrito, ouvimos, vemos e lemos que em tal cidade choveu mais em uma tarde do que era previsto para o mês inteiro. Mesmo assim, mesmo ouvindo isso todos os dias, a notícia ainda é dada de forma alarmante e trata-se a informação como um dado excepcional e fora do controle humano. Mas se acontece todo dia não era previsível?

A mesma coisa com as casas e demais construções erigidas em locais inapropriados. Se você for em qualquer dessas Agências ou Secretarias fiscalizadoras, vão dizer que já avisaram e multaram. Que já estão tomando as providências para a retirada dessas construções e tudo ficará bem. Mais ou menos ao estilo felizes-para-sempre dos contos de fadas. Quem sabe se trata de estórias da carochinha?

Nada de concreto é feito até que desabe tudo. Na verdade de concreto nesse caso só as construções mesmo. Desculpe... foi um trocadilho bem pobre mas eu não resisti.

Aí acontece uma catástrofe como aquela de Angra dos Reis e um mês depois ainda não há um centavo de verba para a reconstrução. Em compensação há horas de discursos do nosso hipertenso presidente e de nossa terrorista pré-candidata.

Por outro lado, cerca de dez dias após Angra dos Reis acontece uma catástrofe de amplas proporções no Haiti. O país fica bem em cima de um encontro de placas tectônicas e ninguém poderia imaginar que um dia isso ia acontecer. Incrível o grau de evolução de nossa ciência! Ou será alarmante?

Nosso amado Brasil, solidário como sempre, já destinou em caráter de emergência o dinheiro para o Haiti. Não que eles não mereçam, claro que merecem, são seres humanos como nós, mas onde ficou a burocracia do dinheiro de Angra? Foi ai que eu descobri que Caetano Veloso sempre esteve certo: O Haiti é aqui!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O vendedor de palavras.

Estive lendo este conto e senti um grande identidade com ele. O que mais vemos nos dias atuais é isso mesmo: gente que não consegue ler nem gibi porque acha que é grande demais. O que mais vejo por ai são crianças e adolescentes que pegam um livro e o avaliam pelo tamanho, se for grande deixa pra lá.


O vendedor de palavras.


Um comerciante decidiu ajudar a combater a "indigência lexical" do país, mas ao melhor preço do mercado: ouviu  dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, “indigência lexical”.
 
Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia:
 
    - Histriônico – apenas R$ 0,50.
 
Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse:
 
   - O que o senhor está vendendo?
   - Palavras, meu senhor. A promoção do dia é “histriônico” a cinqüenta centavos, como diz a placa.
   - O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.
   - O senhor sabe o significado de “histriônico”?
   - Não.
   - Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já tem ou coisas de que elas não precisem.
   - Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.
   - O senhor tem dicionário em casa?
   - Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.
   - O senhor estava indo à biblioteca?
   - Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.
   - Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta centavos de real!
   - Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?
  - Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.
   - O que pretende com  isto? Vai ficar rico vendendo palavras?
   - O senhor conhece Nélida Piñon?
   - Não.
   - É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o país sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.
   - E por que o senhor não vende livros?
   - Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.
   - E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem a barriga.
   - A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado.
 
Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa, ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade. Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga.
 
Suponho que para cada pessoas que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.
   - O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...
   - Jactância.
   - Pegar um livro velho...
   - Alfarrábio.
   - O senhor me interrompe!
   - Profaço.
   - Está me enrolando ,não é?
   - Tergiversando.
   - Quanta lenga-lenga...
   - Ambages.
   - Ambages?
   - Pode ser também “evasivas”.
   - Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!
   - Pusilânime.
   - O senhor é engraçadinho, não?
   - Finalmente chegamos: histriônico!
   - Adeus.
   - Ei! Vai embora sem pagar?
   - Tome seus cinqüenta centavos.
   - São três reais e cinqüenta.
   - Como é?
   - Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só “histriônico” estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.
   - Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?
   - É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?
   - Tem troco para cinco?


Fábio Reynol é jornalista especializado em ciências e escritor.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Seria possível multiplicar riquezas dividindo-as?

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. 
 
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.  O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém. 
 
Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
 
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
 
Adrian Rogers, 1931

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Brasília. Mensalinho. Arruda. Armadura. PT. Porque?

Estive vendo e lendo os jornais desse final de semana e como não posso colocar tramela nos ouvidos e olhos, acabei por ouvir, incessantemente, sobre o assunto da corrupção no governo distrital de Brasília.

Acabei sabendo todos os detalhes sórdidos e todas as nuances. Claro que a imprensa se esqueceu de informar que se trata de possibilidade e que as imagens não foram gravadas ontem mas em 2005. Mas isso não importa.

O que me deixa extasiado é que trata-se de uma espécie de crime já bastante conhecido do povo brasileiro e que foi "tipificado" como mensalão. Existe a forma diminutiva chamada mensalinho, mas que não parece ser atenuante mas apenas está em um outro grau da administração que não o legislativo federal. Bom, pelo menos foi isso que entendi. Para os que procuram um tema para escrever um livro eis minha sugestão: escrevam um dicionário do que a imprensa queria dizer com essa ou aquela expressão.

Mas voltando ao assunto, alguém se lembra quem inaugurou esse tipo de crime? Pois é, eu me lembro! E me lembro também que o presidente da República na época não respondeu por nada, simplesmente porque não sabia de nada. Será que Arruda também não sabia? Bom, ele tem um agravante que é a filmagem. Mas e daí? Onde está a armadura em volta de Arruda? Será que só o PT tem direito?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Formação. Ligação coma Igreja. Distância. Morte através da política.

Alguns anos trabalhando com formação católica, cheguei a uma conclusão: aprendi que não posso e não tenho que divulgar minhas verdades e que essas certezas que tenho vão se rachando a cada linha ensinada pela Igreja.


De anos pra cá muito precisou ser reformado e até demolido em meu pensamento, que entendi ser revolucionário, ou seja, um pensamento cheio de certezas e que justificava os meios pelos fins.


Vivemos em um mundo em que, sem querer (ou não), temos certezas cercadas por uma carapaça de justiça e de busca da verdade mas que, na verdade, não passa de arrogância e orgulho de parar e pensar que não sou dono da verdade nem nunca serei. A única verdade emana de um único lugar, e sabemos qual é esse lugar e de quem se trata.


Faço formação católica porque sou bonzinho e tenho um ideal vazio de um mundo melhor? Não. Faço porque sou interesseiro. Explico porque.


Meu objetivo é e sempre foi minha salvação. A questão é que, seguindo os passos da Igreja acabo usando bons meios para um ótimo fim.


Deus nunca me revelou que deveria fazer isso ou aquilo, afinal me considero um tanto quanto mínimo para ter um relacionamento tão íntimo assim com Deus. Outras pessoas conversam, ou dizem que conversam, com Deus quase que diariamente, não é o meu caso. Eu tento. Mas daí a ouvi-lo com tanta nitidez já é outra questão.


Ouço Deus através da Igreja. A Igreja que Ele mesmo fundou e disse que é indestrutível, apesar dos percalços que deveria passar. Deus revelou à Igreja através de seus apóstolos: “eis que vos enviarei como cordeiros em meio a lobos”. Essa a cada dia que passa eu sinto na pele. Descobri que quanto mais próximo se chega da Igreja, portanto de Deus, mais atacado você passa a ser. Não ser trata de ataque unilateral, se trata de ataque de todos os lados, inclusive de dentro. A esquerda, a direita, os cristãos mais distantes, os não cristãos e os ateus, o comunismo e o capitalismo selvagem, as roupas e as atitudes, os amigos e inimigos. Realmente são lobos, assim mesmo, no plural.


Contudo, a gratificação de sentir essa perseguição na pele é de uma enormidade tão grande que se torna paradoxal para alguns. A questão é entender que a gratificação vem de fazer a vontade de Deus através de Sua Igreja. Não interessa se vai ser bom ou mau para o que eu considero bom ou mau, interessa que seja bom para Deus, e Esse eu não vou entender em Sua plenitude. Então literalmente entrego pra Deus.


“Ai de mim se não evangelizar”. Essa é outra revelação que vem de Deus através de São Paulo e foi confirmada pela Igreja. Então, se ela, a Igreja, determina que devo evangelizar assim devo proceder. Ela, a Igreja, não manda por vontade própria mas porque Deus determina, será que conseguimos entender isso? É uma instituição Divina.


Acho que até ai está fácil. O problema é quando começamos a evangelizar de nossa própria cabeça. Que pensamento esquizofrênico é esse que começa com uma determinação da Igreja e termina em ir contra ela? Não posso, não devo evangelizar da minha cabeça. A Igreja nos revela a forma com que isso deve ser feito e o que dizer e porque dizer. Ela nos revela exatamente o que e como fazer. Ai eu resolvo ir contra a lógica e evangelizar da minha cabeça porque Deus me disse...


Essas revelações bíblicas que citei acima não são as únicas. Existem diversas outras que não estão na Bíblia, que são igualmente revelações de Deus e que, igualmente, tenho que seguir com o mesmo estímulo e mesmo impulso.


Verdades de fé e moral ensinadas infalivelmente pelos 266 Papas até aqui, são também verdades que devem ser ensinadas.


Qual a loucura de um pensamento que entende que o ensinamento de Deus deve emanar da cabeça de cada um? A cabeça de cada um já fez absurdos com a humanidade, veja-se Stalin, Mao-Tsé Tung e Hitler. Esse último, diga-se de passagem, foi uma criança com estilingue na mão perto dos outros dois. Foi esse pensamento humano e distante da Igreja que criou mais de cem milhões de mortos. Estaríamos nós voltando a esse pensamento ao aderir a uma política tão afastada de Deus quanto a que vemos surgir há algumas décadas no Brasil? Um caso a pensar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

12 razões para o crucifixo na escola e para a liberdade.

Lendo meus e-mails ontem, vi que tinha no informativo do ZENIT com o mesmo título e ali algo que me interessava. Todos sabem que no Tribunal Europeu para os Direitos Humanos a luta tem sido dura com relação entendimentos do vem a ser liberdade religiosa e a conseqüente retirada dos crucifixos das salas de aula das escolas italianas.


Bem, um grande historiador chamado Martin Kugler, afirma que: “A verdadeira liberdade religiosa não é a liberdade da religião”, em resposta à decisão daquela Tribunal.


Kugler, que é diretor da rede de defesa dos direitos humanos Christianophobia.eu, com sede em Viena, ofereceu nada menos que 12 teses que mostram o pensamento absolutamente equivocado do dito Tribunal que decidiu a favor de uma mãe ateia que protestou pelos crucifixos pendurados na escola dos seus filhos.


“O direito à liberdade religiosa pode significar somente seu exercício, não a liberdade de confrontar; o significado de ‘liberdade de religião’ não tem nada a ver com a criação de uma sociedade ‘livre da religião’”


“Eliminar à força o símbolo da cruz é uma violação, como seria obrigar os ateus a pendurarem este símbolo.”


“A parede branca também é uma declaração ideológica, especialmente se nos primeiros séculos não podia estar vazia”.


“Um Estado neutro com relação aos valores é uma ficção frequentemente utilizada com um objetivo de propaganda.”


Para Kugler, decisões como a do Tribunal europeu atacam realmente a religião, ao invés de lutar contra a intolerância religiosa que é um mau que assola as sociedades como um todo, não só a européia. No lugar de lutar contra esse mau o Tribunal simplesmente joga metanol nas chamas já acesas. Alfineta e ferida aberta.


“Não se pode combater os problemas políticos lutando contra a religião. O fundamentalismo antirreligioso se torna cúmplice do fundamentalismo religioso quando provoca com a intolerância.”


“A maior parte das pessoas afetadas gostaria de manter a cruz – declara. É também um problema de política democrática, dando descaradamente prioridade aos interesses individuais.”


Retomando os argumentos propostos pelo governo italiano em defesa dos crucifixos nas salas de aula, Kugler indica que “a cruz é o Logos da Europa; é um símbolo religioso, mas também muito mais que isso”.


Interessante como pais ateus podem se sentir violados e entender que a educação de seus filhos vem sendo vilipendiada devido a uma cruz na parede de uma sala de aula, mas eu não posso me sentir extremamente insatisfeito e ferido por ter a foto de um presidente a meu ver incompetente e corrupto, o qual eu não votei, na parede de uma repartição pública ou dos Correios (uma empresa de economia mista).


Tudo se trata de questão de democracia, se assim querem ver. Prefiro olhar para outros lados. Da minha parte o religioso, claro, e também o histórico. A cruz faz parte da história da humanidade ocidental. Ela contém um teor histórico de uma enormidade sem tamanho. Será que isso não é educação? Parece que não. Esquecem o que contém no símbolo e só levam em consideração a primeira impressão, que, decididamente não deve ser a que fica.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Liberdade religiosa retrocede no Ocidente

Entrevista com o editor do site e-libertadreligiosa.net

Por Inma Álvarez

BUENOS AIRES, terça-feira, 3 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- A liberdade religiosa retrocede no mundo, especialmente no Ocidente, segundo o presbítero Pedro María Reyes Vizcaíno, autor de e-libertadreligiosa.net, um site que recolhe notícias e reflexões do mundo inteiro sobre esta questão.

Reyes Vizcaíno é licenciado em Direito pela Universidade Autônoma de Madri e doutor em Direito Canônico pela Universidade de Navarra. Ordenado sacerdote em 1992, atualmente reside na Argentina. É também autor de Ius Canonicum, um site de consulta sobre questões de Direito Canônico.

Além de sua atividade como canonista, ele se dedica a pesquisar sobre a liberdade religiosa “por interesse pessoal”, um campo que, em sua opinião, requer maior atenção por parte da opinião pública. Assim explica ele nesta entrevista concedida à Zenit.

-Em termos gerais, você diria que a liberdade religiosa está retrocedendo no mundo? Que fatores estariam levando a isso?

Pedro Reyes: Parece claro que nas últimas décadas estamos assistindo a um retrocesso da liberdade religiosa no mundo. Como exemplo, estão as perseguições contra os cristãos, que às vezes são violentíssimas, com mortes e expulsões de territórios.

O século XX foi chamado de século dos mártires. Por ocasião do grande jubileu do ano 2000, a Santa Sé reuniu em um livro testemunhos de pessoas que padeceram a morte por causa da sua fé. Recolheu-se o testemunho de 12.692 pessoas dos cinco continentes.

Desde 2000, não parece que as perseguições diminuíram. Em outubro de 2008, a organização evangélica Release International advertiu que em 2009 haveria 300 milhões de cristãos que sofreriam perseguição no mundo por causa da sua fé. O observador da Santa Sé nas Nações Unidas, Dom Celestino Migliore, no último dia 21 de outubro, falou de 200 milhões.

No entanto, existem outros atentados à liberdade religiosa, mais solapados, ainda que não sejam violentos, e ocorrem na Europa Ocidental. Nesta região do mundo, está sendo difundida uma doutrina laicista radical que pretende desterrar a fé cristã – ou qualquer outra crença religiosa – da vida pública. Em nome do laicismo, tenta-se proibir qualquer manifestação pública da fé. Expulsam-se os crucifixos de lugares públicos, proíbem-se celebrações religiosas nas ruas, ou o que é pior: censura-se a opinião dos bispos com o único argumento de que é um bispo.

Chegou-se a limites que parecem ridículos, como a denúncia na FIFA contra a seleção brasileira, em julho deste ano, porque, depois de ganhar o troféu, os jogadores fizeram uma oração de ação de graças a Deus. Ou a tentativa, na Catalunha, de trocar o nome das férias de Natal ou de Semana Santa por férias de inverno ou outono, neste curso acadêmico.

-Após a queda do Muro de Berlim e a liberdade recobrada nos países do Leste, especialmente a liberdade religiosa, parecia que o sistema de liberdades do Ocidente estava se consolidando. Não é assim?

Pedro Reyes: Efetivamente, em 1989, o mundo inteiro – e a Europa em particular – parecia acordar de um pesadelo e amanhecia para uma nova era de liberdade e de paz. Tive a sorte de morar em Roma naquele ano e lembro com emoção da passagem de Gorbatchov pela Via della Conciliazione rumo ao Vaticano, para ter uma entrevista com João Paulo II pela primeira vez. Lá estávamos nós, centenas de pessoas, leigos, sacerdotes, frades e freiras aplaudindo o líder da União Soviética como um libertador. Quem teria pensado nisso um ou dois anos antes?

O que ocorreu na Europa Oriental é um exemplo de que nem tudo foi negativo nas últimas décadas. Naqueles países havia milhões de cristãos que viviam na Igreja das catacumbas e agora podem praticar sua fé à luz do dia. Mas ainda há um desafio pela frente, que consiste em conjugar a liberdade religiosa com o desenvolvimento completo da pessoa, sem cair, por exemplo, no laicismo, como está acontecendo nos demais países da cultura ocidental.

-De onde surge politicamente o laicismo atual? O que ele pretende? Por que uma das suas exigências fundamentais, em todos os lugares onde triunfa, são os chamados “direitos sexuais e reprodutivos”?

Pedro Reyes: O laicismo positivo realmente tem raízes cristãs. Em uma época tão antiga, como no ano de 494, o Papa Gelásio I dizia na carta ao imperador Atanásio I que existem “dois poderes pelos quais este mundo é particularmente governado: a sagrada autoridade dos papas e o poder real”. E lhe recordava que, assim como o imperador deve obedecer os sacerdotes em questões espirituais, “em assuntos que se referem à administração da disciplina pública, os bispos da Igreja, sabendo que o império lhe foi outorgado pela disposição divina, obedecem as suas leis, para que não pareça que há opiniões contrárias em questões puramente materiais”.

Outro assunto é a origem do laicismo radical que agora se estende pelo mundo. Suas raízes devem se encontrar na Ilustração e na Revolução francesa, que considerou o catolicismo como um inimigo e pretendeu reorganizar a Igreja Católica e inclusive exigiu dos sacerdotes um juramento de fidelidade à nova organização.

Desde então, de uma forma ou de outra, os poderes públicos tiveram muitas vezes a tentação de intervir nos assuntos da Igreja Católica. Parece que um dos grandes desejos dos laicistas radicais é dizer à Igreja o que se deve pregar nos sermões, como se as homilias ou as doutrinas religiosas devessem ser aprovadas antes nos parlamentos. É interessante que aqueles que se escandalizam por um bispo que critica uma lei o fazem em nome da plena autonomia do Estado e da Igreja. Não suportam que uma confissão considere certas condutas como pecado.

A insistência nos chamados direitos reprodutivos e sexuais procede das correntes que saíram à luz na revolução de maio de 1968, o Maio Francês. Desde então, pretende-se introduzir estes conceitos no tráfico jurídico. Para esse momento, estava completo o quadro de declarações internacionais de direitos humanos, com a Declaração Universal aprovada pelas Nações Unidas em 1948. Os promotores destes supostos direitos estão tentando redefinir o conteúdo dos direitos humanos de acordo com seu preconceito.

Do ponto de vista da liberdade religiosa, parece claro que é uma falácia que se tente limitar a liberdade dos crentes de expressar suas convicções em assuntos de moral (que é um direito reconhecido pelo artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e por todos os tratados internacionais na matéria) para tutelar um direito que nem sequer está reconhecido.

-Que peso teve na Igreja o decreto conciliar da liberdade religiosa? Será que ele preparou a Igreja para os tempos atuais?

Pedro Reyes: Acho que a melhor resposta foi a dada por Joseph Ratzinger em 1965. Naquele ano, ele afirmou: “Tempos virão em que o debate sobre a liberdade religiosa será contado entre os acontecimentos mais relevantes do Concílio (...). Neste debate, estava presente na basílica de São Pedro o que chamamos de o fim da Idade Média, e mais ainda, da era constantiniana. Poucas coisas dos últimos 150 anos inferiram à Igreja tão ingente dano como a persistência em posições próprias de uma Igreja estatal, deixada atrás pelo curso da história” (Joseph Ratzinger, Resultados e perspectivas na Igreja conciliar, Buenos Aires 1965).

Ainda não há perspectiva histórica para advertir a importância do decreto Dignitatis humanae sobre a liberdade religiosa. Mas desejamos que tenha tanta transcendência como se augura. Se as expectativas forem cumpridas, poderemos dizer que com este decreto se inaugurou uma nova etapa nas relações entre a Igreja e o Estado, baseadas no respeito mútuo e na autonomia de ambas as realidades.

Penso que a Dignitatis Humanae contém, na verdade, um desafio para os católicos. De fato, este documento conciliar, além de declarar a imunidade de coação em matéria de liberdade religiosa, também proclama a obrigatoriedade de cada homem de seguir os ditados da sua consciência.

Desde o momento em que os cristãos têm o dever de transformar as estruturas da sociedade de forma cristã – tarefa peculiar dos fiéis leigos –, estaria fora de lugar delegar esta tarefa a uma instituição política, seja o Estado ou qualquer outra. Os Estados devem respeitar a lei natural, mas são os fiéis cristãos que devem conseguir que a sociedade seja cada dia mais cristã.

-Quais são as agressões mais frequentes à liberdade religiosa?

Pedro Reyes: Em um primeiro momento, devem ser citados os atentados violentos à liberdade religiosa. Nos países de tradição muçulmana, a liberdade religiosa está ausente em muitos âmbitos. A Arábia Saudita é o exemplo mais lacerante, porque está proibindo o culto não-muçulmano, inclusive em privado e na intimidade do lar. Quem tiver uma cruz em sua casa, arrisca-se a graves penas. Não é um problema pequeno: algumas fontes calculam que há cerca de 1 milhão de cristãos residentes naquele país, sobretudo filipinos e outros imigrantes asiáticos e da Europa Oriental.

Em quase todos os demais países muçulmanos, por pressão de grupos islâmicos radicais, estão sendo aprovadas leis muito restritivas da liberdade religiosa. No Paquistão, existem leis antiblasfêmia que deixam os cristãos indefesos diante de qualquer acusação; na Argélia e no Egito, existem leis anticonversão; no Iraque, estão sendo expulsos do país; em Marrocos, expulsaram um grupo de cristãos evangélicos pelo delito de “proselitismo religioso” etc.

Na Índia, os não-hindus cada vez têm mais dificuldade de desenvolver-se. Vários Estados aprovaram leis anticonversão e – o que é mais grave –, no verão de 2008, grupos hindus radicais lançaram uma violenta perseguição contra os cristãos no Estado de Orissa, que deixou mais de 500 mortos, segundo algumas fontes. É chamativo que estes fatos quase não sejam divulgados na mídia ocidental.

Na China, existe atualmente uma Igreja das catacumbas, que é a Igreja Católica fiel a Roma, que não aceita os bispos impostos pelo regime. Além disso, é conhecido que nesse país os budistas do Tibet têm a liberdade de culto muito restrita.

Há outro âmbito em que se assistiu a um retrocesso na liberdade religiosa e é nos países ocidentais. Como já foi indicado, neles está se difundindo certa mentalidade laicista que é contrária à liberdade religiosa.

Não me refiro ao laicismo sadio que propugna a separação da Igreja e do Estado sem mútuas ingerências e com relação às suas respectivas funções na sociedade, o que me parece elogiável. Como disse Bento XVI, “é fundamental, por um lado, insistir sobre a distinção entre o âmbito político e o religioso, para tutelar quer a liberdade religiosa dos cidadãos quer a responsabilidade do Estado em relação a eles, e, por outro, conscientizar-se mais claramente da função insubstituível da religião na formação das consciências e da contribuição que a mesma pode dar, juntamente com outras instâncias, para a criação de um consenso ético fundamental na sociedade” (Bento XVI, Discurso diante das autoridades do Estado no Palácio Eliseu em Paris, 14 de setembro de 2008).

O laicismo radical, que é contrário à liberdade religiosa, pretende reduzir a fé religiosa ao âmbito privado, como se a fé não tivesse manifestações externas. Nos países ocidentais, vemos exemplos desse laicismo todos os dias; por exemplo, quando se critica os bispos porque dão orientações aos católicos sobre leis do aborto ou de casamentos homossexuais (como se houvesse leis que proibissem os bispos, e somente eles, de opinar sobre as leis), ou quando se pede aos cidadãos ou aos deputados que votem com independência de suas crenças.

Segundo o Papa, “não se pode limitar a plena garantia da liberdade religiosa ao livre exercício do culto, mas é preciso levar em consideração a dimensão pública da religião e, portanto, a possibilidade de que os crentes contribuam para a construção da ordem social” (Bento XVI, Discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, 18 de abril de 2008).

-Falando concretamente sobre a nova lei de liberdade religiosa na Espanha, que os católicos olham em geral com receio, em que vai mudar as coisas?

Pedro Reyes: Realmente, é difícil julgar a intenção do governo ao anunciar esta nova lei, pois ele o fez há mais de um ano e ainda não se conhece o projeto. Unicamente conhecemos certas declarações vagas da vice-presidente do governo, María Teresa Fernández de la Vega, afirmando que garantirá melhor o exercício deste direito ou que promoverá a sã laicidade do Estado. Estas declarações são o suficientemente ambíguas como para que não seja possível emitir um juízo.

Só revelou um ponto concreto, e é que a nova lei pretende retirar todos os símbolos religiosos que existam nos colégios e institutos públicos, com exceção daqueles que tenham valor histórico ou artístico. Considero esta medida uma discriminação contra os cristãos, mas não é uma grande mudança. Suponho que o projeto de lei que o governo está preparando terá reformas mais importantes.

A reforma prevista da Lei Orgânica de Liberdade Religiosa de 1980 deverá ter em conta em todo caso a Constituição Espanhola de 1978, que em seu artigo 16 “garante a liberdade ideológica, religiosa e de culto dos indivíduos e das comunidades sem mais limitação, em suas manifestações” e ordena aos poderes públicos ter em conta as crenças religiosas da sociedade espanhola e manter as conseguintes relações de cooperação com a Igreja Católica e as demais confissões.

Se o Governo, com a nova lei, realmente pretendesse desenvolver a Constituição de acordo com as exigências atuais e à luz da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promoveria o laicismo sadio e limitaria o laicismo radical. Desejo que seja assim, mas teremos de esperar a que se apresente o projeto para emitir uma opinião.

-Parece que na América Latina avança um laicismo cada vez mais agressivo, especialmente na Venezuela, Colômbia... Quais as causas?

Pedro Reyes: Na América Latina se desenvolvem tendências intelectuais procedentes de outros continentes, sobretudo da Europa Ocidental. Em termos gerais, o laicismo da América Latina pretende expulsar a Igreja Católica do âmbito público, como no resto do mundo. No entanto, em cada país tem seus matizes, consequência da peculiar história de cada nação. Não é o mesmo laicismo do Uruguai –que funde raízes na fundação da República– o da Costa Rica, que proclama a religião católica como oficial no artigo 75 da Constituição.

O laicismo da América Latina também tem fontes próprias derivadas do indigenismo. Cada vez se aprecia mais o legado cultural dos povos originários da América, e por isso se tende a rechaçar qualquer intervenção cultural vinda de culturas exteriores, particularmente das nações colonizadoras. Os indigenistas mais radicais incluem entre elas o legado da evangelização.

Surpreende que os mesmos grupos que rechaçam a Igreja Católica por não pertencer ao legado dos povos históricos aceitem sem nenhum espírito crítico os valores que agora se difundem desde a Europa como a anticoncepção, o aborto, etc., apesar de que com estas doutrinas está-se produzindo uma autêntica colonização cultural.

-De onde partiu sua ideia de fazer um site sobre liberdade religiosa?

Pedro Reyes: Comecei esta página web em primeiro lugar como uma contribuição para lutar contra o laicismo radical, posto que cada vez é mais agressivo. Também pensei que seria uma oportunidade de ajudar tantos irmãos na fé que atualmente estão sofrendo violência por sua fé e o suportam com grande fidelidade a Cristo. Pensei que uma boa ajuda era difundir na opinião pública estes ataques violentos.

Depois destes anos me dei conta de que esta motivação, que a tinha em segundo lugar, é cada vez mais urgente. Deus quer que em breve o site se faça desnecessário, pelo fato de se terem cessado as violências por causa da fé.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A DIGNIDADE DO SACERDOTE

Santo Afonso de Ligório dizia:

I. Idéia da dignidade sacerdotal

Diz Santo Inácio, mártir, que a dignidade sacerdotal tem a supremacia entre todas as dignidades criadas. Santo Efrém exclama: “É um prodígio espantoso a dignidade do sacerdócio, é grande, imensa, infinita". Segundo São João Crisóstomo, o sacerdócio, embora se exerça na terra, deve ser contado no número das coisas celestes. Citando Santo Agostinho, diz Bartolomeu Chassing que o sacerdote, alevantado acima de todos os poderes da terra e de todas as grandezas do Céu, só é inferior a Deus. E Inocêncio III assegura que o sacerdote está colocado entre Deus e o homem; é inferior a Deus, mas maior que o homem.
.
Segundo São Dionísio, o sacerdócio é uma dignidade angélica, ou antes divina; por isso chama ao padre um homem divino. Numa palavra, concluí Sto. Efrém, a dignidade sacerdotal sobreleva a tudo quanto se pode conceber.
.
Basta saber-se que, no dizer do próprio Jesus Cristo, os padres devem ser tratados como a sua pessoa: “ Quem vos escuta, a mim escuta; e quem vos despreza, a mim despreza” . Foi o que fez dizer ao autor da Obra imperfeita: "Honrar o sacerdote de Cristo, é honrar o Cristo; e fazer injúria ao sacerdote de Cristo, é fazê-la a Cristo”. Considerando a dignidade dos sacerdotes, Maria D’oignies beijava a terra em que eles punham os pés...

Muito interessante e importante porque diversas vezes não é bem isso o que vemos. Frequentemente pessoas da nossa Igreja apenas sabem criticar e denegrir a dignadade do sacerdote e até mesmo nós, de vez em quando fazemos isso, quando só deveríamos orar muito por eles.

No Livro: O Diálogo, de Santa Catarina de Sena, Deus Pai, diz a ela durante seus êxtases: "Se os ministros meditassem sobre a própria dignidade, não viveriam em pecado mortal, não manchariam sua alma. Se eles não me ofendessem, se não pecassem contra a própria dignidade, se entregassem até o corpo para ser queimado, mesmo assim não me agradeceriam suficientemente pelo dom que receberam. Neste mundo é impossível uma dignidade maior. São ungidos meus, meus cristos...Nem os anjos possuem dignidade igual a esta concedida aos homens na pessoa dos sacerdotes..." (Ed. Paulus, 8ª edição, 2004, pp. 235 e 236)

Ainda na mesma obra: "A respeito deles diz a Escritura: 'Não toqueis nos meus cristos' (Sl 105,15). Quem os punir cairá na maior infelicidade. Se me perguntares por que a culpa dos perseguidores da santa Igreja é a maior de todas e, ainda, por que não se deve ter menor respeito pelos meus ministros por causa de seus defeitos, respondo-te: porque em virtude do sangue por eles ministrados, toda reverência feita a eles, na realidade não atinge a eles, mas a mim...Quem vos obriga a respeitá-los é o ministério do sangue...” p. 239

"Quando desejais receber os sacramentos, procurais meus ministros; não por eles mesmos, mas pelo poder que lhes dei. Se recusais fazê-lo em caso de possibilidade, estais em perigo de condenação. A reverência é dada a mim e a meu Filho encarnado, que somos uma só coisa pela união da natureza divina com a humana. Mas também o desrespeito. Afirmo-te que devem ser respeitados pela autoridade que lhes dei, e por isso não podem ser ofendidos. Quem os ofende, a mim ofende. Disto a proibição: 'Não quero que mãos humanas toquem nos meus cristos!'
Nem poderá alguém escusar-se, dizendo: 'Eu não ofendo a santa Igreja, nem me revolto contra ela; apenas sou contra os defeitos dos maus pastores'! Tal pessoa mente sobre a própria cabeça...injúria ou ato de reverência dirigem-se a mim. Qualquer injúria: caçoadas, traições, afrontas. Já disse e repito: não quero que meus cristos sejam ofendidos. Somente eu devo puni-los, não outros." p. 239

E prossegue o assunto, explicando a Catarina de Sena o por quê de ser tão grave perseguir os sacerdotes. Mesmo que eles estejam errados, como por exemplo os envolvidos nas questões de pedofilia, que é público e notório, nosso dever é rezar por eles para que se convertam e nada mais.

Não se trata aqui de por panos quentes sobre os erros dos sacerdotes. Nada disso. Trata-se de entender que a dignidade dos sacerdotes está acima da nossa por sua própria situação. Eles não deixaram de serem homens, humanos. Possuem erros e muitos erros e devem saber que a quem muito é dado, muito será cobrado. Se a eles foi concedido serem sacerdotes é porque esse era o meio mais próximo da salvação para eles. Deus não concede nada a ninguém sabendo que essa concessão pode levar à perdição, ou seja, Deus não lhe permitiria ser sacerdote se não soubesse de sua capacidade e possibilidade de dignificar essa dignidade.

Os erros deles serão respondidos por eles perante Deus. Seus erros terrenos, se assim a lei determinar e for uma lei que segue, ou pelo menos tenta seguir os preceitos divinos, esses erros devem ser pagos conforme a sociedade assim determina, nada mais nada menos. Sua dignidade não é menor por isso.

A nós cabe mostrar seus erros, contudo com o devido respeito e reverência. Mostrar os erros não se trata de desrespeito. A forma de mostrar o erro é que pode fazer toda a diferença. Apontar o dedo e dizer “você está errado” não é a forma correta de corrigir um erro de quem quer que seja, quanto mais de um sacerdote. Corrigir um erro com uma correção fraterna é o que podemos fazer, além, claro, de rezar muito por eles.

O ano sacerdotal vem nos lembrar isso. Que os sacerdotes são dignos e deles muito é cobrado, tanto pelos homens quanto por Deus, mas que são humanos e erram e precisam muito de oração e ajuda nos momentos difíceis. Sua dignidade é intocável, mas seus erros existem. Não é fácil para nós fazer essa divisão entre a correção e o ataque puro e simples. Mas quem disse que ser católico é fácil? Quem disse que a porta é larga?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Anglicanos de volta ao Catolicismo.

VATICANO, 20 Out. 09 / 11:57 am (ACI).- Autoridades vaticanas anunciaram esta manhã a próxima publicação de uma Constituição Apostólica para responder aos “numerosos” pedidos de clérigos e fiéis anglicanos que desejam ingressar na Igreja Católica em comunhão plena.


Embora as autoridades não anteciparam cifras, sabe-se que um dos grupos que pediu dar este passo é a Comunhão Anglicana Tradicional, que conta com ao menos 400 mil pessoas, constituindo o maior grupo de anglicanos da história a ingressar na Igreja Católica.


Em uma conferência de imprensa celebrada esta manhã, o Cardeal Joseph Llevada, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, explicou que a constituição “representa uma resposta necessária a um fenômeno mundial” e oferecerá um “modelo canônico único para a Igreja universal regulável a diversas situações locais, e em sua aplicação universal, eqüitativa para os ex-anglicanos”.


O modelo prevê a possibilidade da ordenação de clérigos casados ex-anglicanos, como sacerdotes católicos e esclarece que estes não poderiam ser ordenados bispos.


O Cardeal Llevada explicou que no documento “o Santo Padre introduziu uma estrutura canônica que provê a uma reunião corporativa através da instituição de Ordinariatos Pessoais, que permitirão aos fiéis ex-anglicanos entrar na plena comunhão com a Igreja católica, conservando ao mesmo tempo elementos do especifico patrimônio espiritual e litúrgico anglicano”.


A atenção e a guia pastoral para estes grupos de fiéis ex-anglicanos será assegurada por um Ordinariato Pessoal, do qual o Ordinário será habitualmente nomeado pelo clero ex-anglicano”, indicou o Cardeal, quem assinalou que ao menos uma vintena de bispos anglicanos solicitaram ingressar na Igreja Católica.


Do mesmo modo, explicou que a nova estrutura “está em consonância com o compromisso no diálogo ecumênico” e reiterou que “a iniciativa provém de vários grupos de anglicanos que declararam que compartilham a fé católica comum, como expressa o Catecismo da Igreja Católica, e que aceitam o ministério petrino como um elemento querido por Cristo para a Igreja. Para eles chegou o tempo de expressar esta união implícita em uma forma visível de plena comunhão”.


O Cardeal Llevada sublinhou que “Bento XVI espera que o clero e os fiéis anglicanos desejosos da união com a Igreja Católica encontrem nesta estrutura canônica a oportunidade de preservar aquelas tradições anglicanas que são preciosas para eles e de acordo com a fé católica”.


Assim que expressam em um modo distinto a fé professada usualmente, estas tradições são um dom que deverá ser compartilhado na Igreja universal. A união com a Igreja não exige a uniformidade que ignora as diversidades culturais, como demonstra a história do cristianismo. Além disso, as numerosas e diversas tradições hoje presentes na Igreja Católica estão todas enraizadas no princípio formulado por São Paulo em sua carta aos Efésios: ‘Um só Senhor, uma só fé, um só batismo’”, adicionou.

Finalmente, recordou que “nossa comunhão se reforçou por diversidades legítimas como estas, e estamos contentes de que estes homens e mulheres ofereçam suas contribuições particulares a nossa vida de fé comum”.


Em uma declaração conjunta, os arcebispos de Westminster e Canterbury, respectivamente Vincent Gerard Nichols e Rowan Williams, afirmam que o anúncio da Constituição Apostólica “acaba com um período de incerteza para os grupos que nutriam esperanças de novas formas para alcançar a unidade com a Igreja Católica”.


Agora é a vez dos que cursaram petições desse tipo à Santa Sé responderem à Constituição Apostólica”, que é “conseqüência do diálogo ecumênico entre a Igreja Católica e a Comunhão Anglicana”, indicaram.


Dom Augustine DiNoia, que colaborou na redação da nova estrutura, recordou que “estivemos durante 40 anos a favor da unidade. As orações encontraram respostas que não antecipamos”.


Para o Arcebispo, ocorreu um “giro tremendo” no movimento ecumênico e rechaçou as acusações de quem chama de “dissidentes” a estes anglicanos. “Eles estão assentindo ao obrar do Espírito Santo para estar em união com Pedro, com a Igreja Católica”, precisou.


Dom DiNoia explicou que ainda se trabalha nos detalhes técnicos e estes Ordinariatos Pessoais poderiam sofrer variações em sua forma final. Os detalhes completos da Constituição Apostólica serão publicados em algumas semanas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Buscar a santificação é coisa diária.

Engraçado como as pessoas entendem a santidade. Esses dias falávamos aqui mesmo sobre quem é o típico religioso. Discorremos que a Igreja não é para os santos, esses estão prontos, a Igreja é para os pecadores. Não é para os bonzinhos, mas especificamente para os mauzinhos, pois assim se redimiriam dos seus erros.


A visão que a sociedade tem, constatadamente é equívoca e equívoca também é a visão que temos sobre o caminho da santidade.


Esquecemos, frequentemente, que a santidade por aqui é sempre um caminho para a santidade, um caminho de santificação. Ninguém está pronto, ninguém atinge a santidade e a partir dali é santo. Isso não existe. Quem alcançou a santidade e estagnou nessa situação já morreu fisicamente. Esses não deixarão de ser santos nunca mais. Nós temos uma longa caminhada pela frente. A luta é diária, pois a tentação é diária.


Porque pensamos que os grandes santos que estão em nossos altares não passaram por dificuldades? Será que atingiram um patamar de santidade e ali de acomodaram aguardando o arrebatamento? Claro que não. Se santificaram dia após dia, tentação após tentação.


É certo que souberam lhe dar melhor com essas tentações do que nós, mas só souberam por que buscaram o caminho da santidade. Porque teimamos em não buscar a santificação e achar que é algo impossível (?) ou que podemos deixar essa ou aquela atitude para quando eu atingir minha santidade? Entendamos que esse momento não chegará. Pelo menos não para você ir realizar qualquer outra coisa. A santidade se conquista diariamente. Não se atinge a santidade e pronto!!! Sou santo. Agora vamos viver essa santidade dentre a humanidade podre e pecadora.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"E vós, quem dizeis que Eu sou" Monsenhor João S. Clá Dias

"E vós, quem dizeis que Eu sou". Reconhecer a Jesus Cristo como filho de Deus significa aceitar não somente suas glórias, mas todo o seu sofrimento em favor da humanidade. Como diz Mons. João S. Clá Dias, nesta homilia, “A fé se prova pela aceitação resignada dos dramas da vida”.

Não há nada como ouvir uma homilia dentro da ortoxia em meio a tanta coisa estranha que se é obrigado a ouvir e ver por ai. Recomendo vivamente essa pequena homilia que parece algo muito próximo de todos nós, mas ao mesmo tempo tão distante.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Epidemiologista francês respalda Papa sobre preservativo.

Recorda que inclusive ONUSIDA lhe dá razão

PARIS, terça-feira, 15 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Para René Ecochard, professor de medicina, epidemiologista, chefe do serviço de bioestatística do Centro Hospitalar Universitário de Lyon, "as palavras de Bento XVI sobre o preservativo são simplesmente realistas".

Este é, de fato, o título de um documento que assinou em abril passado, após a viagem pontifícia à África (de 17 a 23 de março) e a polêmica lançada por meios de comunicação ocidentais sobre as declarações do Papa sobre o preservativo.

Entrevistado pelo jornal francês La Manche Libre, o professor Ecochard lamentou "a falta de realismo" que se dá "nesta questão que é prisioneira da ideologia". Parece algo como "se a opinião perdesse seus pontos de referência quando enfrenta as questões da sexualidade e da família".

René Ecochard considera que "se deu um erro de compreensão na opinião pública". "As pessoas acreditaram que o Papa falava da eficácia do plástico, do preservativo, quando na realidade falava das campanhas de difusão do preservativo. Isto é muito diferente".

"Da mesma forma que todo objeto tecnológico de prevenção, o preservativo tem uma eficácia quantificada", afirma. Mas, "o problema não está aí: todos os epidemiologistas concordam hoje em afirmar que as campanhas de difusão, nos países em que a proporção das pessoas afetadas é muito elevada, não funcionam".

"Se o preservativo funciona quatro de cada cinco vezes", isto pode ser suficiente "quando a Aids não está estendida". "Mas em um país em que 25% dos jovens de 25 anos estão afetados (Quênia, Malaui, Uganda, Zâmbia), isto não é suficiente". "O fracasso desta forma de prevenção é uma realidade epidemiológica".

"Rodeado de especialistas, bem informado pela Academia de Ciências de Roma, o Papa dominava perfeitamente esta questão antes de ir para a África", acrescenta.

Na entrevista, René Ecochard se detém em particular sobre o caso de Uganda, o único país "em que o número dos enfermos foi dividido por três na idade de 25 anos". "Além da campanha sobre o preservativo, este país realizou uma ampla campanha baseada no tríptico ABC (abstinência, fidelidade, castidade ou preservativo)".

"O casal presidencial, os grupos religiosos, as escolas, as empresas... todo mundo apoiou esta campanha, freando a Aids, que será combatida se cada um buscar ter atitudes sexuais conformes às tradições familiares", explicou.

"Pode ser que não seja fácil reproduzir isto de um país ao outro, mas hoje, é a única esperança", acrescenta o epidemiologista francês.

Hoje, "mais de 60% dos cientistas estão a favor das campanhas ABC", declarou, recordando que é a política adotada por ONUSIDA.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O que é ser religioso?

Esse dias, lendo alguma coisa sobre o assunto, me vi em uma encruzilhada. Como toda encruzilhada foi preciso tomar uma decisão. Direita ou esquerda, frente ou verso, certo ou errado! Essas decisões nos colocam em situação difícil, porque difícil é ter que decidir, ter que tomar partido e, às vezes, magoar alguém.


O religioso é aquele que toma partido pela verdade. Não importa se a verdade está em cima ou embaixo. Se está contra tudo e contra todos. Não busca uma verdade relativa, isto é, uma verdade que muda a cada minuto e a cada mente. A verdade não é uma metamorfose ambulante. A verdade é a verdade, simplesmente. A verdade é a mesma desde sempre e sempre continuará sendo, independente do que pensa a sociedade ou do grau de evolução em que ela se encontra.


O religioso é isso. Alguém que busca a verdade e sabe que ela existe. Não é, ao contrário do que a maioria pensa, coisa de santos e bonzinhos. Não importa se você é bonzinho ou mauzinho. O que importa é a sua busca por essa verdade. Aliás, a religião é o contrário de coisa de bonzinho. Devia ser vista como coisa de mauzinho.


Vamos a explicações. Nossa vida de cristão católico não é um contínuo conflitar de erros e acertos? Não se trata de viver reconhecendo nossa mediocridade humana frente a Deus, arrependendo-se e pedindo perdão por nossas falhas? Quem falha, quem erra, quem peca não é o bonzinho da história. Pelo contrário! Não foi a toa que Jesus afirma que veio para os doentes e não para os sãos.


Se você já se considera santo e com seu lugar reservado ao lado de Deus, então não precisa mais estar aqui, não precisa mais da religião, não precisa mais da Igreja. Qual o objetivo principal da Igreja? Nada mais que salvar as almas. Não se trata de fazer desse mundo o paraíso divino, muito menos eliminar com as cruzes de todos para que o paraíso se antecipe por aqui mesmo. A Igreja não tem essa obrigação. Não foi instituída por Cristo para isso.


Os doentes, ou seja, os antagonistas da história, é que são o alvo da Igreja. Eles, nós, precisamos da Igreja para a salvação.


Esse é o espírito do religioso. A busca pela verdade, verdade que só pode estar em uma instituição bimilenar, criada pelo próprio Jesus Cristo, que tem em seu “chefe” maior o poder de ligar e desligar.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Reconhecido cientista assegura: Papa tinha razão sobre a AIDS.

A seguinte informação saiu no ZENIT essa semana:

"Declaração de Edward Green, diretor do Aids Prevention Research Project de Harvard

RÍMINI, quarta-feira, 26 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O diretor do Aids Prevention Research Project da Harvard School of Public Health, Edward Green, assegurou que na polêmica sobre a Aids e o preservativo Bento XVI tinha razão.

Ao intervir no “Meeting pela amizade entre os povos” de Rímini o cientista, considerado como um dos máximos especialistas na matéria, confessou que “lhe chamou a atenção como cientista a proximidade entre o que o Papa disse no mês de março passado no Camarões e os resultados das descobertas científicas mais recentes”.

“O preservativo não detém a Aids. Só um comportamento sexual responsável pode fazer frente à pandemia”, destacou.

“Quando Bento XVI afirmou que na África se deviam adotar comportamentos sexuais diferentes porque confiar só nos preservativos não serve para lutar contra a Aids, a imprensa internacional se escandalizou”, continuou constatando.

Na realidade o Papa disse a verdade, insistiu: “o preservativo pode funcionar para indivíduos particulares, mas não servirá para fazer frente à situação de um continente”.

“Propor como prevenção o uso regular do preservativo na África pode ter o efeito contrário – acrescentou Green. Chama-se ‘risco de compensação’, sente-se protegido e se expõe mais”.

“Por que não se tentou mudar os costumes das pessoas? – perguntou o cientista norte-americano. A indústria mundial tardou muitos anos em compreender que as medidas de caráter técnico e médico não servem para resolver o problema”.

Green destacou o êxito que tiveram as políticas de luta contra a Aids que se aplicaram em Uganda, baseadas na estratégia sintetizada nas iniciais “ABC” por seu significado em inglês: “abstinência”, “fidelidade”, e como último recurso, o “preservativo”.

“No caso da Uganda – informou – se obteve um resultado impressionante na luta contra a Aids. O presidente soube dizer a verdade a seu povo, aos jovens que em certas ocasiões é necessário um pouco de sacrifício, abstinência e fidelidade. O resultado foi formidável”. "


Certo, agora será que alguém pode me responder o porque de essa declaração não ter causado um milésimo do furor que a do PAPA causou?

Penso que o mínimo de honestidade é pedir de mais mas eu não canso de pedir. Pelo menos estou tentando fazer minha parte. O projeto de Uganda nunca foi sequer mencionado em lugar nenhum. A mensagem desse cientista menos. A ideia de abstinência e fidelidade nem pensar, melhor estimular a prática dita "segura" do que cortar o mau pela raiz.

Melhor fazer aborto do que estimular a pratica sexual responsável e limitada. Afinal podemos ser limitados até de ir em Estádios de Futebol por conta da gripe suína mas não podemos ter uma vida sexual responsável e limitada por conta de uma ou várias epidemias que já assolam o mundo por décadas. Vai entender...