sexta-feira, 13 de junho de 2014

Xingamento padrão FIFA ou O Legado de Lula.

Interessante a análise de alguns, estilo Juca Kfouri sobre o palavreado, digamos assim, da torcida ontem na Abertura da Copa para a Presidente Dilma Rousseff.

Dizem eles que foi um absurdo, que não se faz aquilo, que é uma grosseria, que ela é legitimamente eleita, que foi um elite que não gosta do que ela faz pelo povo que a xingou e outras coisas mais.

Sobre ela ser legitimamente eleita podemos falar disso depois. Trata-se de um assunto muito mais profundo.... e sórdido.

Sobre ser uma elite que a xingou, penso que a desonestidade intelectual desses donos da mídia e militantes petistas, já chegou a um ponto que os tornou não humanos na acepção da palavra. Viraram robôs, pra não falar mulas (aquelas mesmas que levam e trazem drogas em seu próprio corpo para contrabando, aqui nesse caso trazem ideologias espúrias)

Bom, se você chegou até esse ponto do texto significa e sabe o que significa espúria, quer dizer que não é militante petista, eles não tem condições de ler e entender argumentos sem atacarem raivosamente a pessoa do interlocutor no lugar de atacarem os argumentos. Parabéns!

Pois bem, sobre a elite, penso que esse pessoal nunca entrou em um estádio de futebol. Não conheço um jogo, mesmo que seja daqueles de 300 pagantes, que não se xinga ou solta um palavreado de baixo calão. O padrão FIFA nunca vai chegar nesse ponto.

Quanto a não fazer isso em um local com crianças, famílias e demais elementos que não merecem ficar ouvindo esses palavrões, tenho pra mim que ir a um estádio que já se sabe que essas coisas acontecem, são escolha individual, já ouvir certas músicas com incentivo de verba federal que andam circulando por aí não são devido a altura que ouvem e isso destrói muito mais.

Em outro argumento, se não for no estádio, então que marquem uma audiência com a presidente (presidenta não) para xingá-la em particular. Quem sabe ela não os atende.

Ainda quanto a ser elites a xingá-la, já que o povo está ao lado dela, o que me dizem desses indivíduos de manifestações, formada por gente que eles chamam de povo, está fazendo nas ruas? E quanto as greves de professores, metroviários, motoristas rodoviários urbanos, saúde, segurança pública e até o judiciário vem fazendo? Todos são elite? Eu, na minha humilde opinião, acho que todos SÃO elite, afinal o PT rebaixou tanto esse critério pra não termos mais pobreza no Brasil que agora até o favelado (que não se chama mais assim, agora é membro da comunidade), passou a ser "das elite".


A verdade é que já encheu essa história de defesa a todo custo. Já encheu essa história de intocáveis, manipulação de mídia, manipulação de opinião pública, uso da máquina e tanto outros casos. Que xinguem muito nessa Copa em todos os Estádios, seja em jogos do Brasil, seja de outros países. Pelo menos assim ela ouve as notícias, já que duvido que volte ao Estádio mesmo que o Brasil vá à final.

Então Dilma, vai tomar caju ou vai comprar shampoo! E contente-se com o carinho do seu povo, queira ou não.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sudão: mulher cristã grávida é condenada à morte por apostasia.

Parece absolutamente surreal, ou mesmo história de terro de muito mal gosto, contudo não é mais que a verdade em um mundo dominado por um terror que não vem de questões religiosas, mas políticas.

A sudanesa Meriam Yehya Ibrahim foi castigada a chicotadas por adultério porque o seu casamento com um cristão não é reconhecido pela lei.

Isso mesmo, não erros na notícia que pode ser visualizada e confirmada em vários meios, menos os principais, já que a esses não interessa mostrar um perseguição tão brutal a cristãos.

Aliás, alguém que está lendo esse texto já ouviu em algum jornal de grande circulação ou mesmo da grande mídia televisiva algo que sobre massacre de cristãos na Índia, Sudão e outros países muçulmanos ou budistas. Provavelmente não, não é? E nem vão ouvir porque não interessa difundir esse tipo de informação.

A mulher sudanesa tem 27 anos e está grávida de oito meses. Foi condenada à morte por ter se convertido do islã ao cristianismo depois de se casar com um cristão do Sudão do Sul. Além disso, Meriam Yehya Ibrahim foi açoitada pelo delito de adultério, já que o seu casamento com um cristão não é considerado válido pela lei islâmica.

Segundo a agência AFP, o juiz que a condenou teria declarado à mulher: "Nós demos três dias para você se retratar, mas você insiste em não retornar ao islã. Por isso, eu a sentencio ao enforcamento". A sentença de morte, no entanto, não seria executada até que a mulher se recuperasse do parto. Segundo alguns meios de comunicação locais, a execução poderia ser adiada para até dois anos depois do nascimento do bebê.

Ah, então tudo bem, já que ela vai ser morta só depois que a criança nascer e tiver em segurança junto a sociedade que a matou por liberdade religiosa.

Atualmente, Meriam Yehya Ibrahim está presa com seu primeiro filho, que tem 20 meses. Em 11 de maio, um tribunal de Cartum a condenou à morte por apostasia e aos açoites por adultério.

A mulher não retornou ao islã depois de receber a ordem de fazê-lo em até três dias. De acordo com a Anistia Internacional, ela foi presa e acusada de adultério em agosto de 2013 depois que um parente a denunciou por adultério com base no fato de ela ter se casado com um cristão.

A maravilha de tudo isso é que a ONU e outros organismos internacionais estão bastante preocupados em tirar crucifixos de Tribunais, mas não estão preocupados que esses Tribunais condenem uma pessoa, mãe de duas crianças uma de dez meses e outra faltando um mês para nascer. Porque mexer nesse tipo de coisa, não é? Um crucifixo em um Tribunal é muito mais atentatório.

O tribunal acrescentou a acusação de apostasia em fevereiro de 2014, quando Meriam afirmou ser cristã e não muçulmana. Ela afirma ter sido educada como cristã ortodoxa, a religião de sua mãe, porque o pai, muçulmano, esteve ausente durante a sua infância.

O código penal do país contempla, no artigo 146, um máximo de 100 chicotadas por adultério. O artigo 126 prevê a pena de morte para as negativas de renunciar à fé cristã. Ouçam e leiam bem, renunciar à fé cristã. Não falamos de outra, mas da cristã.

A Anistia Internacional declara que "considerar o adultério e a apostasia como delitos de natureza penal é contrário ao direito internacional e aos direitos humanos. O Sudão faz parte do pacto internacional sobre direitos civis e políticos". Para a Anistia Internacional, Meriam Ibrahim "é uma prisioneira de consciência, condenada apenas por causa da religião que escolheu e deve ser libertada imediatamente e sem condições".

A Anistia internacional assim manifesta, mas onde estão as pressões que devem ser feitas sob um país como esse? Por matar cachorros se faz um escândalo, por matar pessoas por motivo de consciência, nada.

No dia 15/05/2014, em Roma, as luzes do Coliseu se apagaram para dar destaque às velas das pessoas que se reuniram no milenar monumento para pedir pelos cristãos perseguidos. Justamente o Coliseu, o lugar onde milhares de cristãos pelos primeiros séculos foram martirizados, como é o caso dessa jovem mãe. 

Marco Impagliazzo, presidente da Comunidade de Santo Egídio, explicou à Rádio Vaticano que, "lamentavelmente, são muitos os lugares onde esse tipo de liberdade religiosa não é reconhecida, assim como nem sequer o direito à conversão. Nós nos dirigimos aos nossos irmãos muçulmanos e pedimos à parte mais iluminada dentre eles, que é a grande maioria, para trabalhar junto conosco a fim de garantir a todos esse direito fundamental, pelo qual a Igreja vem padecendo muito".

terça-feira, 13 de maio de 2014

Paulo VI será beatificado no dia 19 de outubro de 2014.

O Papa Francisco aprovou o decreto de um milagre ocorrido por intercessão do Papa Montini.

No próximo dia 19 de outubro Paulo VI será beatificado. A notícia circulou insistentemente por alguns dias, e foi confirmada na manhã do sábado (10), pela Sala de Imprensa da Santa Sé. De acordo com um comunicado, na sexta-feira (9), o Papa recebeu Francisco recebeu em audiência o Cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e colocou a sua assinatura, dentre outros, no decreto de um milagre ocorrido por intercessão do Papa Montini.

A lista de decretos autorizados pelo Papa, relatado pela imprensa do Vaticano, é a seguinte:

- O milagre, atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Paulo VI (Giovanni Battista Montini ), Sumo Pontífice; nascido no dia 26 de setembro de 1897 em Concesio (Itália) e morto no dia 6 de agosto de 1978 em Castel Gandolfo (Itália);

- O milagre atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Luigi Caburlotto, Sacerdote diocesano, Fundador do Instituto das Filhas de São José; nascido em Veneza (Itália) no dia 07 de junho de 1817 e morto no dia 09 de julho de 1897;

- As virtudes heróicas do Servo de Deus Giacomo Abbondo, Sacerdote diocesano; nascido em Salomino (Itália), no dia 27 de agosto de 1720 e morto em Tronzano (Itália), no dia 09 de fevereiro de 1788;

- As virtudes heróicas do Servo de Deus  Jacinto Alegre Pujals, sacerdote professo da Companhia de Jesus; nascido em Terrassa (Espanha) no dia 24 dezembro de 1874 e morto em Barcelona (Espanha) no dia 10 de dezembro de 1930;

- As virtudes heróicas da Venerável Serva de Deus Carla Barbara Colchen Carré de Malberg, Mãe de família, Fundadora da Sociedade das Filhas de São Francisco de Sales; Nascida em Metz (França), 8 de abril de 1829 e morta em Lorry-les-Metz (França) 28 de janeiro, 1891 .

"Na mesma Audiência - conclui o comunicado - , o Santo Padre autorizou a Congregação a comunicar que o rito de beatificação do Venerável Servo de Deus Paulo VI será no Vaticano, no dia 19 de outubro de 2014".

(Trad.TS)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Homossexuais são os primeiros a ir para o paredão socialista.

A notícia é no mínimo, no mínimo interessante, mas e daí? Jean Willys, Randolfe, Chico Alencar e corja et caterva não vão deixar de adorá-lo por causa disso.

Que homossexuais são os primeiros a ir para o paredão em ditaduras comunistas, isso a história conta, a doutrina marxista conta, a honestidade intelectual conta e até a lógica comunista conta. E daí? Quem disse que pessoas que seguem o socialismo e fecham suas cabeças para qualquer outro tipo de argumento querem saber?!

Abaixo está o texto completo da reportagem que saiu em vários meios de comunicação na época. Essa aí debaixo é do Estadão em agosto de 2010. Perguntem se aqueles citados lá em cima repercutiram algo sobre isso. Pergunta!

Claro que não repercutiram nada. E se tivessem falado teriam falado que o governo de Cuba entendeu que agiu errado e não vai fazer mais isso. Que coisa feia o que fizera, não é? A questão é que fizeram. Agora não precisa mais fazer. Quando for preciso, lá estarão, firmes e fortes para colocar seus rifles em riste e derrubar homossexuais como se mata patos em uma caçada. Continuem nesse caminho e verão.

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O ex-presidente cubano Fidel Castro admitiu hoje, em entrevista concedida a um jornal mexicano, que seu governo perseguiu homossexuais nas décadas de 1960 e 1970 e declarou que "aqueles foram momentos de muita injustiça". Na época, gays e lésbicas foram exonerados de cargos públicos, presos ou enviados a campos de trabalho forçado.

Fidel disse ao periódico mexicano La Jornada que seu governo agiu errado. "É verdade que nós fizemos isso", disse Fidel. "Estou tentando limitar minha responsabilidade por tudo isso porque, de fato, eu não carrego comigo esse tipo de preconceito", declarou. Questionado sobre se o Partido Comunista ou alguma entidade específica esteve por trás da perseguição, Fidel respondeu: "Não. Se alguém deve ser responsabilizado por isto, sou eu."
O histórico líder cubano - afastado do poder desde 2006, quando foi acometido de uma grave doença gastrointestinal - disse que estava ocupado demais na época cuidando de problemas como a Crise dos Mísseis, ocorrida em 1962, que não teve como impedir o que acontecia. "Tínhamos diante de nós problemas tão terríveis, questões de vida ou morte, que não prestamos atenção suficiente a isto."
Atualmente, campanhas promovidas pela mídia estatal cubana denunciam o preconceito contra os homossexuais. Nos últimos anos, o sistema público de saúde cubano realizou operações de mudança de sexo. Mariela, sobrinha de Fidel e filha do atual presidente de Cuba, Raúl Castro, é hoje a principal defensora dos direitos dos homossexuais no país.
Livro
Fidel já havia comentado anteriormente a questão em entrevistas concedidas ao jornalista francês Ignacio Ramonet entre os anos de 2003 e 2005. "Eu gosto de pensar que a discriminação contra os homossexuais é um problema que está sendo superado", afirmou. "Velhos preconceitos e visões estreitas serão, cada vez mais, coisas do passado", disse ele nas entrevistas a Ramonet, que resultaram no livro "Fidel Castro - Biografia a Duas Vozes" (Boitempo Editorial, 624 páginas). 

quinta-feira, 20 de março de 2014

A Escada milagrosa de São José.

É algo que sempre me encantou. Por mais que céticos tentem explicar, o próprio Comitê de Inquérito Cético, que procura explicações para milagres, já se pronunciou através de um dos seus peritos, Joe Nickell que se trata de um "milagre parcial". Como para nós milagre é algo que enche de maravilha pois interveio uma causa sobrenatural que fez funcionar a natureza com um modo e com uma ordem que maravilha aos homens. Essa é a categoria ínfima dos milagres segundo São Tomás de Aquino e é o nosso caso. 

O vídeo é rápido e conta rapidamente a história.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Beatos João Paulo II e João XXIII serão canonizados na Praça de São Pedro.

Beatos João Paulo II e João XXIII serão canonizados na Praça de São Pedro, confirma Lombardi
Por Junno Arocho

ROMA, 18 de Março de 2014 (Zenit.org) - Grande expectativa em torno da canonização dos Beatos João Paulo II e João XXIII. Embora nenhuma palavra tenha sido dada sobre os preparativos para o evento, várias agências de notícias informaram que cerca de 5 milhões de peregrinos são esperados para o evento.

Os números levaram a comentários de que nem a Praça de São Pedro, nem a cidade de Roma poderia acolher tantos peregrinos, e também a rumores de que a canonização seria realizada em um local diferente, fora da cidade.

No entanto, Pe. Federico Lombardi, diretor da Imprensa da Santa Sé, rebate as estimativas dizendo que seria "insensato falar em grandes números" provenientes de fontes que não são credíveis. "Falar em milhões é exagerado", afirmou Pe. Lombardi a ZENIT.

O diretor de Imprensa da Santa Sé também abordou os rumores de que a canonização ocorreria em outro lugar. "A canonização terá lugar na Praça de São Pedro, conforme esperado", disse ele.

Pe. Lombardi acrescentou que a Imprensa da Santa Sé realizará uma conferência de imprensa na próxima semana para "falar de uma maneira sensata sobre os preparativos".
Um representante da Opera Romana Pellegrinaggi, escritório do Vicariato de Roma, disse que, eles preparam o acolhimento aos peregrinos que vêm para o evento, mas não têm nenhum papel oficial na organização.

Embora não querendo comentar sobre a especulação do número de peregrinos, o representante disse a ZENIT que os números relatados por várias agências de notícias parece uma “estimativa calculada pela quantidade de reserva nos hotéis" localizados na área, e não são estimativas oficiais. 

(Trad.:MEM)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Padre Lombardi fala sobre o primeiro ano do Papa Francisco.


Os eventos que marcaram a história, contados pelo diretor da Sala de Imprensa do Vaticano: da renúncia de Bento XVI a eleição de Bergoglio e os seus emocionantes 12 meses de pontificado.

Por Wlodzimierz Redzioch

ROMA, 03 de Março de 2014 (Zenit.org) - Estamos há um ano da renúncia de Bento XVI. Uma atmosfera pesada pairou sobre a Igreja católica e a cúria Romana depois dos escândalos de pedofilia e a traição do mordomo. Os preparativos do Conclave e a eleição surpreendente do primeiro Papa não europeu fizeram com que Roma fosse invadida por uma multidão de jornalistas, algo que não acontecia desde a morte de João Paulo II. Por várias semanas, Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano teve que responder as perguntas de cerca de seis mil jornalistas. Em uma atmosfera tensa e incerta o diretor da Sala de Imprensa do vaticano realizou a difícil tarefa de explicar aos jornalistas provenientes de todo o planeta, o que estava acontecendo. Trata-se de eventos que marcaram a história da Igreja católica e do mundo. Para conhecer o que aconteceu neste último ano entrevistamos padre Lombardi.

***

Há um atrás a situação parecia catastrófica. Os escândalos, reais ou imaginários, eram amplificados pela mídia com uma agressividade sem precedentes. Calúnias, suspeitas, insinuações.... Como afrontou a situação o Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano?

Padre Lombardi: Os meios de comunicação nem sempre são capazes de avaliar objetivamente determinadas situações. Às vezes criou-se uma atmosfera emocional em que se enfatizou apenas aspectos negativos, em vez dos positivos. Em torno da Igreja havia sido criado uma atmosfera de negatividade. Uma parte do pontificado de Bento XVI foi marcado por eventos pesados. As acusações de abusos sexuais por parte do clero jogou mais do que uma sombra sobre a Igreja. Uma história triste, tanto mais porque o pontificado de Bento XVI foi de grande rigor e coragem ao lidar com essas situações, criando as condições para uma purificação. Depois, havia as questões internas que favoreceram a fuga das notícias. E isto aumentou de forma desproporcional a imagem negativa do Vaticano. Não quero negar os erros e as coisas erradas, mas generalizando jogou-se uma sombra de suspeita sobre a instituição e sobre as pessoas que serviram com absoluta fidelidade o Papa e a Igreja. Para piorar, o mesmo fato dramático da traição gerou um desconforto forte.

O escândalo no uso de documentos confidenciais envolveu uma pessoa que todos nós conhecíamos e que estava próxima a Bento XVI. Com quais sentimentos você recebeu a notícia de que Paolo Gabriele traía o Papa?

Padre Lombardi: Paolo Gabriele disse durante o julgamento que ele queria contribuir para a purificação das tensões que havia na Curia. Pensou que copiando e passando documentos confidenciais teria dado uma contribuição positiva. Depois, deu-se conta de que era uma coisa errada. Traiu de forma séria a confiança do Papa. Eu não expresso nenhum juízo pessoal sobre o comportamento de Paolo Gabriele. As suas ações se inserem no contexto das discussões sobre a gestão da governadoria com a rotação do arcebispo Carlo Maria Viganò. Outra questão em discussão era a do Instituto de Obras Religiosas (IOR) e as atividades econômico-financeiras no Vaticano. Trata-se de problemas que envolvem um conhecimento dos aspectos técnicos, e é justo que haja discussões, mas infelizmente a mídia informou de modo decididamente negativo.

Naquela época, a mídia criticou severamente o Vaticano alegando que tinha cometido muitos erros na comunicação. O que acha dessas críticas?

Padre Lombardi: O fato de que Paolo Gabriele tenha passado centenas de documentos a um jornalista não tem nada a ver com a capacidade de comunicar do Vaticano!

Há problemas e ações deste tipo que nenhuma comunicação pode torná-lo menos grave. Obviamente, sempre é possível melhorar. E por esta razão na Secretaria de Estado apareceu a figura de um conselheiro de comunicação na pessoa de Greg Burke. É muito importante que haja uma ligação entre o governo, as decisões, a elaboração de documentos e a comunicação. Dessa forma, enquanto são preparados os documentos pensa-se já como devem ser apresentados e comunicados. Assim, a Sala de Imprensa não tem que comunicar as decisões e os documentos que caem do céu, como aconteceu, por exemplo, com a decisão de tirar a excomunhão dos lefebvrianos. Tendo Greg na Secretaria de Estado estou mais tranquilo e mais ainda porque tenho uma pessoa que conhece bem a mídia americana.

No dia 11 de fevereiro de 2013 Bento XVI convocou um consistório. Ninguém imaginava o que iria acontecer. Como você experimentou a notícia da renúncia do pontificado de Bento XVI?

Padre Lombardi: "Repito-o muitas vezes - elevando o espanto dos meus interlocutores - que para mim não foi algo tão chocante ou surpreendente! Não porque eu tinha sido avisado antes do 11 de fevereiro, mas porque quem acompanhava de perto Bento XVI se dava conta de que ele estava avaliando a consistência das próprias forças que diminuiam. Era possível que pudesse chegar àquela decisão. Já havia falado explicitamente no livro-entrevista com Peter Seewald, alguns anos antes. No livro "Luz do Mundo", Bento XVI diz claramente que em determinadas situações o papa pode, e mais, deve renunciar. Vivi aquele momento com uma certa lucidez, tentando explicar bem os motivos da renúncia que, na minha opinião, se encontram todos no papel que Bento XVI leu durante o Consistório.

Das 12.30 do 11 de fevereiro, você teve que enfrentar o fogo cruzado de perguntas de centenas de jornalistas que vieram de todo o mundo. Em cima, se tratava de uma situação sem precedentes, nova, “inédita”. Como é que conseguiu gerenciar aquela situação?

Padre Lombardi: Era necessário explicar as razões da renúncia, mas também o que teria acontecido nos últimos dias do pontificado do Papa Bento XVI. Depois, era preciso explicar o que é “sé vacante”. Em seguida havia as Congregações antes do Conclave e o mesmo Conclave. Tentei lidar com essas etapas com uma determinada ordem para compreender melhor os eventos.

Quem eram os seus interlocutores na Cúria?

Padre Lombardi: O maior trabalho naquele momento foi o de procurar continuamente as fontes para responder as perguntas que os jornalistas me colocavam. Até o 28 de fevereiro havia secretário de Estado, depois o cardeal Tarcisio Bertone assumiu o papel de Camerlengo. Outros interlocutores foram: o Decano do Colégio Cardinalício, o substituto da Secretaria de Estado, o secretário da governadoria, a polícia, a Prefeitura da Casa Pontifícia, os textos jurídicos, os históricos, especialmente para a história dos conclaves. Muitas vezes  eu tinha que dizer aos jornalistas: “Não sei responder agora. Te darei a resposta amanhã” e para responder tinha que procurar as pessoas certas para os esclarecimentos. Muito me ajudaram também padre Thomas Rosica csb, para os jornalistas de língua inglesa, e mons. José María Gil Tamayo para a língua espanhola.

Como você avalia o trabalho da mídia que antes do conclave consideraram vários cardeais papáveis?

Padre Lombardi: Na Sala de Imprensa do Vaticano encontro-me com vários jornalistas com atitudes diferentes. Há pessoas extremamente sérias, objetivas, que buscam a verdade; há pessoas mais ou menos, cheias de preconceitos e talvez com uma atitude crítica e negativa em relação à Igreja: Alguns deles usam as informações para desacreditar a Igreja. Não me assusto diante de tais atitudes, sigo meu caminho e procuro ser objetivo. Dou a todos a minha contribuição para compreender e ajudar a fazer um bom trabalho. Depois disso cada um tem a responsabilidade por aquilo que escreve.

O que você sentiu ao ver que foi eleito papa o único jesuíta no Conclave? Você o conhecia?

Padre Lombardi: Não o conhecia. A única vez que tive a ocasião de encontra-lo foi na congregação geral dos jesuítas que elegeu Hans-Peter Kolvenbach. Ali ele era representante da Argentina e eu era representante da Itália. Porém, nem sequer falamos naquela ocasião. Depois padre Bergoglio se tornou bispo e não participou ativamente na vida da Companhia de Jesus.

Quanto no modo de comportar-se do Papa Francisco é característico da formação e tradição da Companhia de Jesus?

Padre Lombardi: Como jesuíta encontro no Papa Francisco toda a dimensão de caráter espiritual e um modo de afrontar as coisas, da Companhia. Por exemplo nas homilias de Santa Marta onde a referência ao Evangelho está ligada á aplicação direta na vida. Encontro esta abordagem muito semelhante aos exercícios espirituais de Santo Inácio. Assim como a espiritualidade que contempla o Senhor e procura traduzir na vida o que o Evangelho te fala. O discernimento característico dos jesuítas quer dizer que cada um está continuamente a caminho para buscar encontrar a vontade de Deus e coloca-la em prática. Um outro aspecto característico é a simplicidade de vida. O Papa conduz uma vida austera, longe da exterioridade e do triunfalismo: eu, como jesuíta, encontro isso muito familiar.

A eleição de Francisco mudou radicalmente a atitude dos meios de comunicação com o papado. Qual é o segredo da sua eficácia e capacidade de se comunicar com as pessoas que conquista também a mídia?

Padre Lombardi: Houve uma mudança de linguagem que não tem a ver só com as palavras mas também com os gestos e os comportamentos. Papa Francisco consegue tocar o coração das pessoas e, de certa forma, supera as distâncias e barreiras. O coração desta nova linguagem é o anúncio do amor de Deus por todos, o tema da misericórdia e do perdão para todos. Enquanto antes nos meios de comunicação se difundia o preconceito segundo o qual a Igreja falava sempre “não”, e não estava próxima das pessoas. Papa Francisco conseguiu dar a entender esta diversa leitura da mensagem de Deus e da relação da Igreja com as pessoas.

Que tipo de "problemas" cria ao diretor da Sala de Imprensa Vaticana um Papa que fala muito de improviso, que concede as entrevistas a qualquer um, que privadamente se comunica por telefone com tantas pessoas?

Padre Lombardi: Cria problemas semelhantes aos da polícia quando o Papa quer ficar em contato com as pessoas e rejeita um carro blindado. Nós estamos a serviço do Papa, aprendemos o seu estilo, a sua maneira de ser e de comunicar. Eu tenho que descobrir como posso contribuir para a sua comunicação. Quando o Papa fala, dá entrevistas, comunicando-se diretamente , não tenho nada a dizer ou acrescentar; falo somente quando surge algum problema que precisa ser esclarecido.

Já passou um ano do seu pontificado e Francisco já é o Homem do Ano para a revista “Time”. Como se pode comentar essa escolha?

Padre Lombardi: O Papa não é uma pessoa que procura sucesso ou popularidade. Em certa ocasião disse para umas pessoas que o aclamavam: “Não falem ‘Viva o Papa!’, falem ‘Viva Jesus!”. Ao mesmo tempo o Papa pode aceitar ser o Homem do Ano de “Time”. Se a escolha da revista quer dizer dar a conhecer o objetivo da missão da Igreja e a sua mensagem que Francisco transmite, que assim seja, caso contrário, o Papa certamente não se importa com essas coisas.

Você gostaria de dar algumas dicas para os jornalistas, a fim de que se melhore o trabalho de comunicação especialmente no que diz respeito ao Papa, a Cúria e a Igreja em geral?

Padre Lombardi: O que muitas vezes falta aos jornalistas é acolher a intenção da missão da Igreja e do Papa. Muitas vezes a leitura dos acontecimentos é feita com chaves de interpretações estranhas à realidade da Igreja, por exemplo, em chave política ou econômica. Portanto, a Igreja é vista apenas como luta de poder e interesses econômicos de parte. Esta era a situação dramática dos tempos do Vatileaks. Para ter uma correta leitura, também para os não-crentes, é necessário compreender os motivos e as intenções que estão por detrás das ações e das medidas da Igreja. Por exemplo, na luta que a Igreja trava contra os abusos sexuais, muitos vêem apenas uma maneira de se defender dos ataques. Em vez disso, é um processo de coerência evangélica, de renovação interior, de purificação.

Neste contexto, muitos repórteres olham para a reforma da Cúria apenas como uma renovação de natureza política. O que se pode dizer sobre isso?

Padre Lombardi: O Papa conseguiu fazer entender que a Igreja existe para dizer às pessoas que são amadas. Por isso a reforma da Cúria é secundária: serve à Igreja para  proclamar melhor a mensagem do evangelho, não só no Vaticano, mas nas dioceses e nos subúrbios. As estruturas centrais não existem para dominar, mas para servir e ajudar: a reforma visa isso.


(Trad. TS)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

José de Anchieta será declarado Santo no início do mês de abril.


O Apóstolo do Brasil será canonizado juntamente com dois Beatos canadenses

Cidade do Vaticano, 27 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Redação.

O Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno disse nesta quinta-feira à Rádio Vaticano que o Beato José de Anchieta, Apóstolo do Brasil, será declarado Santo pelo Papa Francisco no início do mês de abril.

A cerimônia será equipolente, ou seja, menos solene. Esta consiste na assinatura de um decreto em que o Santo Padre declara Santo, o Beato José de Anchieta. Dom Raymundo disse ainda que, provavelmente, haverá uma missa em Roma, no final do mês de abril, presidida pelo Santo Padre.

No Brasil, a cerimônia solene será celebrada durante a Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que acontecerá no final de abril, em Aparecida. Outras celebrações deverão acontecer em diversos estados do Brasil.

A canonização do Beato José de Anchieta acontecerá juntamente com outros dois Beatos canadenses: Marie de l'Encarnação, conhecida como a Mãe da Igreja canadense, e François de Laval, primeiro bispo de Quebec


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Vietnã: ativista católico condenado a 30 meses de prisão

Le Quoc Quan: "Na prisão rezo por todos". A Anistia Internacional registrou 75 dissidentes presos
Por Ivan de Vargas

ROMA, 20 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) - O Tribunal de Recurso de Hanói confirmou na última terça-feira (18) a condenação a 30 meses de prisão para o ativista católico Le Quoc Quan. Na leitura da sentença, os juízes decidiram que não havia "nenhuma nova evidência" que provasse a inocência do advogado de 43 anos, que deverá cumprir até o fim a sentença imposta em outubro de 2013.

Quan, além do mais, terá que pagar uma multa de 1.200 milhões de dongs (€ 42.027 euros ou 56.834 dólares) por uma suposta fraude fiscal cometida em 2001, como informou a organização dissidente Viet Tan.

O advogado de Le Quoc Quan reiterou perante os juízes a sua "total inocência”. E acrescentou, dirigindo-se aos juízes que, “se querem julgá-lo pelo seu ativismo, não é preciso arrastá-lo ao tribunal por sonegação de impostos".

Enquanto isso, o acusado disse em um breve comunicado que é "vítima de uma conspiração política".

O conhecido ativista católico denunciou com frequência em seu blog as deficiências do Vietnã em direitos humanos, liberdade política e religiosa.

"Na minha prisão, eu estou em paz e mantenho uma fé firme no futuro no nosso povo. Penso em todos e rezo para que todo o mundo possa viver tranquilamente e progredir (···). Sinto-me neste momento cheio de fé na bondade, na caridade e na compaixão do homem, e com uma forte energia para lutar incansavelmente contra a crueldade e o mal, e em favor do desenvolvimento da consciência e do coração”, escreveu em uma mensagem que conseguiu enviar aos seus seguidores no mês de Janeiro (31) por motivo do ano novo lunar.

"O bem aumentará e o mal diminuirá. A democracia florecerá, a ditadura diminuirá. As pessoas saberão como conhecer os seus objetivos e realizá-los. Ninguém tem direito nem possibilidade de fazê-lo em seu lugar”, acrescentou o ativista dos direitos humanos.

Apenas publicada a primeira sentença, o diretor para Ásia do Human Rights Watch (HRW), Brad Adams, disse que "o crime que parece ter cometido Le Quoc Quan é converter-se em um crítico eficaz do governo vietnamita”. “Quando o governo aceitará que a liberdade de expressão inclui a liberdade de dizer pacificamente opiniões diversas das do partido no poder?”

Além disso, o presidente do Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos no Vietnã, Vo Van Ai, denunciou recentemente que "enquanto Vietnã agrava a censura com novas leis e regulamentos, aumentam as repressões policiais, as prisões, as intimidações e até mesmo as agressões sexuais contra jovens blogueiros para assustá-los e impor-lhes o silêncio e a auto-censura".

A Constituição vietnamita prevê a liberdade de expressão e de imprensa, mas o governo se ampara no artigo 88 que criminaliza a propaganda contra o Estado ou o Partido Comunista, a fim de perseguir os críticos e dissidentes.

De acordo com o último relatório da Federação Internacional para os Direitos Humanos (FIDH), pelo menos 32 blogueiros dissidentes estão presos por publicar opiniões consideradas "subversivas" pelo Governo.

Por Repórteres Sem Fronteiras (RSF)  Vietnam se classifica no ranking de número 172 de uma lista de 179 nações em seu nível de liberdade de imprensa e qualifica o país asiático como a terceira maior prisão do mundo para blogueiros depois da China e Irã.

Nos últimos anos, este país condenou a dezenas de ativistas, jornalistas e blogueiros por “ameaçar a segurança nacional”, embora oficialmente o Governo insiste em que não persegue a ninguém por causa das suas crenças políticas ou religiosas, mas sim aqueles que violam a lei.

Anistia Internacional estima que são 75 os dissidentes políticos (blogueiros ou não) que permanecem em prisões vietnamitas, “alguns deles em condições muito duras há anos”.
(Trad.TS)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Bélgica aprova a eutanásia infantil.

Pediatras protestam. Se transforma no primeiro país do mundo que não estabelece limites de idade. Será preciso o consentimento dos pais e um informe psiquiátrico da maturidade da criança
Por Ivan de Vargas

ROMA, 13 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) - Bélgica tornou-se na tarde de hoje no primeiro país do mundo que acrescenta à sua legislação a eutanásia de menores sem requisito de idade. O Congresso dos Deputados aprovou definitivamente um projeto polêmico, que contou com 86 votos a favor, 44 contra e 12 abstenções. Com a nova lei, os menores com doenças incuráveis poderão aceder a essa prática, sempre que cumpram com uns requisitos rigorosos. O principal é demonstrar a capacidade de discernimento.

A passagem pelo Congresso dos Deputados fez algumas mínimas alterações ao projeto aprovado pelo Senado, que na Bélgica é a câmera com iniciativa legislativa. O sofrimento da criança só poderá ser físico - a eutanásia para adultos contempla também o psíquico – e os médicos deverão comprovar que, em qualquer caso, o paciente morreria em curto prazo .

A Holanda era, até agora, o único país que incluía crianças na prática da eutanásia, com um requisito de idade fixado entre 12 e 18 anos, dependendo do caso. Bélgica deu um passo a mais ao optar por avaliar a maturidade mental da criança em vez de estabelecer uma idade de referência.

O texto final estabelece que será o médico encarregado do caso que avaliará se o menor é capaz de tomar a decisão, mas terá que consultar previamente um psiquiatra infantil. Na atualidade, Bélgica já prevê o direito à eutanásia a partir dos 15 anos para jovens emancipados.

Inúmeros profissionais médicos reagiram violentamente a uma lei que segundo eles não responde a nenhuma demanda da sociedade nem do setor sanitário, mas sim às cabalas eleitorais de uns políticos que nesta mesma primavera concorrem às eleições gerais.

Assim, a iniciativa aprovada hoje pelo Parlamento belga recebeu as críticas do primeiro Congresso Internacional de Cidadãos Paliativos Pediátricos celebrado nesta semana na Índia e que incluiu na sua declaração final uma “chamada urgente ao Governo belga para que reconsidere a sua decisão”.

Os especialistas reunidos no Congresso Internacional defenderam que todos os menores em estado terminal devem ter acesso aos meios adequados para controlar a dor e os sintomas, bem como aos cuidados paliativos de alta qualidade. "Acreditamos que a eutanásia não é parte da terapia paliativa pediátrica e não é uma alternativa", disse o comunicado.

Também uns 40 pediatras belgas publicaram uma carta aberta para advertir que consideram “precipitado” a tramitação desta lei e mostrar que não existe uma demanda social nem médica para dar este passo. Uma carta semelhante, à qual se somaram até 160 pediatras, como informa a mídia local, foi dirigida ontem aos grupos políticos na véspera do voto para pedir-lhes que o atrasem até a próxima legislatura.

Enquanto isso, os líderes das grandes religiões da Bélgica (cristãos, muçulmanos e judeus) têm mostrado repetidamente a sua rejeição à lei. Neste sentido, no 6 de novembro emitiram uma declaração conjunta opondo-se à legalização da eutanásia para menores. "A eutanásia das pessoas mais vulneráveis ​​é desumana e destrói as bases da nossa sociedade", denunciavam. "É uma negação da dignidade destas pessoas e as abandona ao critério, ou seja, à arbitrariedade de quem decide", acrescentaram.

Na nota, divulgada pela agência Cathobel, os chefes religiosos destacavam também que estão “contra o sofrimento físico e moral, em particular das crianças", mas explicavam que "propor que os menores possam eleger a sua própria morte é uma maneira de distorcer sua capacidade de julgar e, portanto, a sua liberdade". "Expressamos nossa profunda preocupação com o risco de banalização crescente de uma realidade tão grave”, concluíam .

Os líderes religiosos da Bélgica afirmavam também em outra mensagem conjunta que “a eutanásia das pessoas mais vulneráveis é desumana e destrói as bases da nossa sociedade"; e acrescentavam que "é uma negação da dignidade dessas pessoas e as abandona à arbitrariedade de quem decide".

O número de eutanásias praticadas na Bélgica atingiu um recorde em 2012, com um total de 1.432 casos, um 25% a mais do que no ano anterior, de acordo com dados da Comissão Federal de Controle e de Avaliação da Eutanásia.

O rei Felipe deverá assinar a lei para que entre em vigor. Até agora, o rei, pai de quatro filhos, não se pronunciou publicamente sobre o assunto .

Na Europa, a eutanásia ativa (com assistência médica) está descriminalizada na Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Suíça.

Trad.TS

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cuba: em ambiente difícil, bispos realizam seminário sobre a comunicação.


Evento é organizado pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e pelo CELAM

Roma, 06 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora

Acontece em Havana o “Seminário de Bispos sobre a Comunicação”, que começou ontem, 4, e termina neste sábado, 8 de fevereiro. Organizado pelo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e pelo CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), o evento tem como objetivo “ajudar os bispos a compreender os desafios e as oportunidades que as tecnologias de comunicação oferecem à Igreja”, explicou na semana passada, em Roma, o presidente do dicastério, dom Claudio Maria Celli.

Praticamente não estão sendo veiculadas notícias sobre o seminário. Um jornalista cubano contatado por ZENIT informou que “tudo está sendo muito controlado”.

O contexto

Nos dias 28 e 29 de janeiro, 33 países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) se reuniram em Havana para uma reunião de cúpula, aberta pelo presidente anfitrião, Raúl Castro.

O governo de Barack Obama se declarou "decepcionado" com o fato de os líderes da América Latina e do Caribe terem ido até a ilha para participar da reunião do bloco e não terem condenado o sistema de partido único dos irmãos Castro. O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, se encontrou com Fidel Castro e apresentou aos funcionários do governo castrista a necessidade de consolidar as liberdades e a urgência de que Cuba ratifique os tratados sobre direitos humanos.

O único presidente que se reuniu com dissidentes da ilha foi o do Chile, Sebastián Piñera, que encontrou a líder do grupo opositor, Berta Soler, logo após a reunião dos chefes de Estado da Celac. Piñera também se encontrou com o cardeal Jaime Ortega, mas os conteúdos da conversa não foram divulgados. O purpurado cubano mediou em 2010 a libertação de dezenas de dissidentes.

Por outro lado, a oposicionista Comissão Cubana de Direitos Humanos e de Reconciliação Nacional (CCDHRN), em comunicado oficial, afirmou que, durante o mês de janeiro de 2014, o governo de Raúl Castro realizou pelo menos 1.052 detenções arbitrárias com o objetivo de "silenciar as vozes dissidentes" durante a II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O comunicado da CCDHRN declara que "predominaram os sequestros policiais sem a divulgação de informações sobre o paradeiro dos detidos nem a permissão imediata para que eles se comunicassem por telefone com os seus familiares ou advogados". A Comissão divulga ainda que os opositores documentaram "ao menos 79 agressões físicas, 91 atos de pressão psicológica, 89 atos de repúdio e 53 atos de vandalismo" contra as suas casas durante a realização da cúpula.


A CCDHRN detalha que, no total, durante o mesmo mês, 179 dissidentes cubanos foram "agredidos fisicamente"; 153 sofreram os chamados "atos de repúdio" e um número igual sofreu "outras formas de pressão", como "atos de vandalismo" contra seus lares.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pedofilia no clero.


Certos setores da ONU desferem contra a Igreja um ataque visivelmente ideológico

São Paulo, 06 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) Edson Sampel

As recentes investidas da ONU contra a Santa Sé devem ser refletidas com muito cuidado. É claro que houve casos de abusos sexuais contra menores praticados por padres. Conhecemos o desastre na Arquidiocese de Boston, por exemplo. No entanto, sabemos que a Igreja tomou providências drásticas para pôr um fim à pedofilia. Entre as medidas levadas a cabo, destaca-se, ainda no pontificado de Bento XVI, o alargamento da prescrição penal canônica, de 10 para 20 anos.

Os crimes de pedofilia, na verdade, são punidos, com o rigor da lei, pelos diversos Estados ou países onde residem os clérigos pedófilos. Cada nação faz atuar seu direito penal próprio. A Santa Sé, ou o Vaticano, não tem como impedir que um presbítero seja processado. Demais, Bento XVI determinou que nenhum bispo deixasse de denunciar um pedófilo às autoridades civis. Outro dado importante a ser considerado, já tantas vezes repisado, é que a pedofilia, desafortunadamente, infecciona outros setores da sociedade, como a própria família desajustada, e não só o ambiente clerical.

O que está por trás desse súbito ataque da ONU? A resposta se encontra no nuperpromulgado relatório da instituição que, além da pedofilia, alude à posição da Igreja contra os denominados casamentos homossexuais e o aborto. Graças à sua soberania, a Igreja, através do sucessor de são Pedro, é a única sociedade no mundo que pode anunciar intrepidamente o evangelho de Jesus Cristo, sem respeitos humanos, conclamando os homens à conversão. Neste sentido, a Igreja ensina que único caminho para a vivência sadia do sexo é a heterossexualidade, no matrimônio. Por outro lado, a Igreja combate o aborto, pois se trata de um dos delitos mais covardes e nefandos que se pode perpetrar.

No fundo, certos setores da ONU desferem contra a Igreja um golpe visivelmente ideológico. Por este motivo, sob o pretexto da pedofilia, tremulam, outrossim, as bandeiras do homossexualismo e do aborto. A soberania da Cidade-Estado do Vaticano constitui um ingrediente imprescindível a favor da vida e da família. Imaginem se o papa fosse um simples súdito de algum país! Ele seria ameaçado o tempo inteiro; ele estaria cerceado no múnus de confirmar a fé dos cristãos e pregar o evangelho.

A pedofilia será cabalmente lancetada, a partir do instante em que os valores cristãos, como o matrimônio, voltarem a vicejar na comunidade. O denominado iluminismo pô-los abaixo, destronou-os, sugando da humanidade a seiva do vigor evangélico.


Edson Sampel, doutor em Direito Canônico, membro da União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp) e da Academia Marial de Aparecida (AMA).

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Sacrosanctum Conclium. Parte 15. Eficácia plena na celebração da liturgia.


O número 11 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium pode ser dividida em duas partes a serem debatidas separadamente para formarem um todo.

Primeiramente ela diz o seguinte:

11. Para assegurar esta eficácia plena, é necessário, porém, que os fiéis celebrem a Liturgia com retidão de espírito, unam a sua mente às palavras que pronunciam, cooperem com a graça de Deus, não aconteça de a receberem em vão.

Uma liturgia que tenha plena eficácia, antes de saber o porque se faz ou deixa de fazer certas coisa e antes de inculcar na mente das pessoas o que é e o que não é superstição, é preciso que todos nós, fiéis, religiosos ou leigos, entendamos que só se celebra quando se tem “retidão de espírito”. Para se ter retidão de espírito não é preciso ser doutor em teologia, muito menos especialista em liturgia, mas sim crer e amar fielmente o que se celebra.

Por óbvio que a formação é de extrema importância e por óbvio que temos que busca-la cada vez mais, mas não podemos esquecer que não é tudo.

É uma pergunta que devemos nos fazer sempre: estamos celebrando protocolarmente ou estamos celebrando com retidão de espírito, ou seja, com união a Deus, crendo e confiando plenamente, mesmo quando não se entende plenamente?

Por quantas vezes nos pegamos procurando erros na celebração que presenciamos no lugar de nos juntar ao mistério amplo e inexplicável, e por isso mistério, que é a Santa Missa?

Queremos explicações e queremos encontrar erros. Claro que queremos o melhor para Deus e a celebração litúrgica é um ritual, como ritual precisa ser seguida como tal. Acabamos por apontar o dedo em riste para muita gente que sequer sabe do que estamos falando, precisam de formação perene, tanto quanto nós, só que estão um pouquinho atrasados, só isso. Mesmo em uma celebração cheia de erros, tais erros podem não ser propositais e precisam, claro, ser corrigidos, contudo nunca incriminando pessoas que não se sabe se fizeram dolosamente ou não. E normalmente não fazem com intenção de ferir a Santa Missa.

Precisam apenas de formação, explicação, entendimento do que é a fé que professam. Ao fazer isso ficarão, sem dúvida alguma, maravilhados com o que perceberão. Um mundo novo pode se abrir e normalmente se abre quando há essa descoberta de tudo quanto a Santa Missa representa e tudo quanto acontece dentro dela.

É exatamente nesse ponto, a formação, que entra o restante do parágrafo:

11. (...) Por conseguinte, devem os pastores de almas vigiar por que não só se observem, na ação litúrgica, as leis que regulam a celebração válida e lícita, mas também que os fiéis participem nela consciente, ativa e frutuosamente.

Primeiramente vamos fazer como os alemães, vamos definir conceitos antes de falar sobre o texto. Pastores de almas que aqui menciona, sem dúvida são os membros do clero em todos os seus níveis de hierarquia. São padres, bispos e diáconos com todos os seus níveis e títulos administrativos.

Pois bem, definido isso, fica claro que cabe primeiramente a eles a função de vigiar para que as normas litúrgicas sejam cumpridas, contudo o que vemos é que muitas vezes são eles os principais incentivadores de uma bagunça generalizada nesse campo.

Todos nós sabemos muito bem que por mais dificuldades que um padre tenha com seus fiéis, ele continua sendo padre e eles continuam sendo leigos. Essa hierarquia é muito bem entendida por todos que frequentam uma paróquia ou comunidade, mesmo que as vezes desrespeitem nesse ou naquele nível, todos tem plena consciência de quem é quem. Quando não conseguem esse discernimento, o sacerdote precisa investir em catequese e formação doutrinal para depois partir para outras mudanças mais profundas. Enfim, se são católicos mesmo obedecerão ao padre se ele estiver certo. A questão é saber pra onde caminha o rebanho.

Quando um sacerdote causa danos à liturgia e a desobedece, fazendo da sua cabeça uma nova liturgia, esse padre está mexendo em algo que não lhe pertence, portanto está absolutamente errado e é digno de reprimendas. É preciso que, a partir daí os fiéis conversem, com cuidado, humildade e caridosamente explicando e entendendo os motivos do sacerdote em fazer o errado. Vamos relevar a situação de que a formação de nossos seminários também não anda lá essas coisas.


De qualquer forma, é bom que o sacerdote responsável, bem como o diácono, façam de tudo para que o povo saiba o que faz e porque faz. Quanto mais conhecemos, mais amamos o que conhecemos. Não se trata de tentar colocar Deus dentro de nossas cabeças, Ele é muito maior que isso. Ele não cabe em nossas cabeças, contudo podemos procurar entender ao máximo nossa fé e o auge da nossa fé é a Santa Missa e a Eucaristia que dentro dela surge.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Milhares protestam nas ruas de Paris contra direito ao aborto.

É no mínimo muito interessante que vejamos a França com esse tipo de manifestação. Algum significado isso tudo tem, talvez a experiência dos resultados que por aqui ainda são teóricos e lá são muito práticos. É preciso pensar no porque desses movimentos ocorrerem por lá com essa intensidade e nesse momento histórico.


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Marcha pela vida' reuniu mais de 40 mil pessoas, segundo organizadores.

Mais de 220 mil abortos são realizados todos os anos na França.


Manifestantes anti-aborto foram às ruas de Paris neste domingo (19) (Foto: AFP)Manifestantes anti-aborto foram às ruas de Paris neste domingo (19) (Foto: AFP)
Estimulados pelo exemplo espanhol, milhares de opositores ao direito ao aborto tomaram as ruas do centro de Paris, neste domingo, (19) para protestar contra um projeto de lei que, segundo eles, banaliza a interrupção voluntária da gravidez na França.
A chamada "marcha pela vida" reuniu cerca de 16 mil pessoas, segundo a polícia, e mais de 40 mil, de acordo com os organizadores.
Os ativistas protestavam contra algumas disposições do projeto de lei, que será discutido a partir desta segunda-feira (20) pelos deputados franceses e que, afirmam seus críticos, "banaliza totalmente" a interrupção voluntária da gravidez.
Os manifestantes, que gritavam "sim à vida" e "Viva Espanha", agitavam as cores vermelha e dourada da Espanha, cujo governo de direita quer proibir o direito ao aborto, votado em 2010. Apenas casos muito específicos seriam permitidos.
O protesto reuniu muitas pessoas do interior da França, incluindo famílias e padres. No sábado (18), o movimento chegou a receber o apoio do papa Francisco, que lhes pediu que "mantenham viva sua atenção diante de um tema tão importante".
A poucos quilômetros dali, uma manifestação oposta com entre 200 e 300 pessoas defendia que "abortar é meu direito". A convocação desse ato foi feita pelo Sindicato do Trabalho Sexual e das Feministas.
Mais de 220 mil abortos são realizados todos os anos na França, onde a interrupção voluntária da gravidez foi legalizada em 1975. Desde janeiro de 2013, a prática conta com reembolso total da Seguridade Social.
FONTE: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/01/milhares-protestam-nas-ruas-de-paris-contra-direito-ao-aborto.html
'Marcha pela vida' reuniu mais de 60 mil pessoas, segundo os organizadores do protesto (Foto: AFP)'Marcha pela vida' reuniu mais de 40 mil pessoas, segundo os organizadores do protesto (Foto: AFP)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Comissão do Vaticano termina sua investigação sobre os milagres de Medjugorje.

Roma, 18 Jan (Reuters) -. A comissão internacional de inquérito criada pelo Vaticano em 2010 para estudar as supostas aparições marianas que ocorreram na cidade bósnia de Medjugorje, no sudoeste do país, concluiu os seus trabalhos hoje o porta-voz Vaticano Federico Lombardi.

Agora, a comissão, presidida pelo cardeal italiano Camillo Ruini, terá de apresentar os seus relatórios à Congregação para a Doutrina da Fé, a fim de dar a conhecer à Congregação da Santa Sé, a informação recolhida nestes quatro anos pesquisa.

"A comissão foi concluída (ontem) e os seus empregos", que serão analisadas pelas autoridades competentes da Congregação (para a Doutrina da Fé), disse o porta-voz dos Jesuítas.

Esta é uma área ao sul da Bósnia-Herzegovina, a poucos quilômetros da fronteira com a Croácia, em que, de acordo com os seus habitantes, tem havido uma série de ocorrências que têm o seu ponto de origem em 1981, quando um grupo de seis crianças afirmaram ter visto a Virgem Maria em uma colina perto Medjugorje, uma aldeia de cerca de 4.000 habitantes.

Este último fenômeno ocorreu em setembro passado, quando milhares de fiéis católicos começaram a se reunir no santuário croata-bósnio da mesma cidade, em frente a uma casa em que uma estátua da Virgem supostamente começou a emanar luz.

Era a casa de Vicka Ivanovic, um dos seis filhos, em 1981, afirmou ter presenciado a ocorrência.

O santuário de Medjugorje tornou-se um ponto muito importante de peregrinação para dezenas de milhares de católicos que visitam a cada ano.



Tradução livre: Emanuel de Oliveira Costa Jr.