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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

LULA É MANCHETE EM TODA A IMPRENSA MUNDIAL


LULA É MANCHETE EM TODA A IMPRENSA MUNDIAL.... Menos no Brasil onde a mídia é totalmente manipulada pelo PT.

ESPANHA - El principal imputado del "juicio del siglo" acusa a Lula de ser "el jefe" de la trama de compra de votos – (O principal acusado no “julgamento do século” acusa Lula de ser o chefe da trama de compra de votos).


CHILE - Reo denuncia que Lula "era el jefe" de red de corrupción juzgada en Brasil - (Réu denuncia que Lula era o chefe da rede de corrupção em julgamento no Brasil).


PANAMÁ - Lula "era el jefe" de red de corrupción juzgada en Brasil (Lula era o chefe da rede de corrupção no Brasil)


FRANÇA - Au Brésil, l'opérateur du scandale des années Lula prétend que le chef de l'Etat était au courant (No Brasil, o operador do Mensalão (Marcos Valério) diz que Lula sabia da trama.) 


ARGENTINA - Acusan a Lula de haber liderado una enorme red de corrupción – (Lula é acusado de liderar grande rede de corrupção)

HONDURAS - Acusan a Lula da Silva de ser jefe de red de corrupción – (Lula é acusado de ser chefe de rede de corrupção).


MÉXICO - Empresario acusado por corrupción involucra directamente a Lula en fraude - (Empresário acusado de corrupção envolve Lula diretamente na fraude)


VENEZUELA - Acusan a Lula de ser "el jefe" de la corrupución en el Brasil – (Lula é acusado de ser chefe da corrupção no Brasil).

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O currículo dos Ministros do Supremo.

Em tempos de big brother no STF, gente que nem sabia o que significava essa sigla agora virou especialista em Tribunais Superiores. Pois bem, nem é disso que pretendo falar, apenas pretendo mostrar aqui o currículo de dois desses Ministros que estão sendo protagonistas do julgamento do mensalão.

O Ministro Joaquim Barbosa, que nem é considerado o mais inteligente e esperto dos ministros, tem sido alvo de expressões de orgulho nacional pelo simples fato de julgar como todos deveriam. Já o Ministro Toffoli é alvo por sua extrema falta de honradez, moral e ética. Ele deveria, como já mencionamos aqui no blog, ter se dado por suspeito no julgamento do mensalão. Era o mínimo que se esperava!

Mas vamos aos currículos desses dois ministros, lembrando que o currículo deveria ser, eu disse deveria ser, critério para que uma pessoa fosse indicada para Ministro do STF, mas quem disse que Lula sabe dessas coisas? Vamos aos currículos simplificados:


Joaquim Barbosa


- Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos . Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. 
- Aos 16 anos foi sozinho para Brasília , arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público.
- Entrou na Faculdade de Direito sem n
ecessitar de cotas. 
- Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.
- Foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (1976-1979) , tendo servido na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia e, após, foi advogado do SERPRO - Serviço Federal de Processamento de Dados (1979-84). Prestou concurso público para procurador da República, e foi aprovado . 
- Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu mestrado e doutorado ambos em Direito Público, pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e 1993.
- Retornou ao cargo de Procurador no Rio de Janeiro e Professor concursado da UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 
- Foi Visiting Scholar no Human Rights Institute da Faculdade de Direito da Universidade de Columbia, em Nova York (1999 a 2000) e na UCLA - Universidade da Califórnia - Los Angeles School of Law (2002 a 2003).
- Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha - é fluente em francês, inglês, alemão e espanhol. 
- Toca piano e violino desde os 16 anos de idade.


José Antonio Dias Toffoli 
- Em um passado não muito distante foi formado pela USP.
- Pós Graduação: nunca fez.
- Mestrado: nunca fez.
- Doutorado: também não.
- Concursos: em 1994 e 1995 foi reprovado em concursos para Juiz Estadual em São Paulo (note que é concurso para Juiz Estadual e não Federal) .
- Depois disso , abriu um escritório e começou a atuar em movimentos populares. Nessa militância , aproximou-se do deputado federal Arlindo Chinaglia e deu o grande salto na carreira ao unir-se ao PT .
- Aproximou-se de Lula e Jose Dirceu , que o escolheram para ser advogado das campanhas eleitorais de 1998 , 2002 e 2006 .
- Com a vitória de Lula , foi nomeado sub chefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil , então comandada por José Dirceu .
- Com a queda do chefe , pediu demissão e voltou à banca privada .
- Longe do governo , trabalhou na campanha à reeleição de Lula , serviço que lhe rendeu 1 milhão de reais em honorários .
- No segundo mandato , voltou ao governo como chefe da Advocacia-Geral da União .
- José Antonio Dias Toffoli é duas vezes réu. Ele foi condenado pela Justiça , em dois processos que correm em primeira instância no Estado do Amapá .
- Em termos solenemente pesados, a sentença mais recente manda Toffoli devolver aos cofres públicos a quantia de setecentos mil reais, dinheiro recebido "indevidamente e imoralmente" por contratos ilegais, celebrados entre o seu escritório e o governo do Amapá.
- Um dos empecilhos mais incontornáveis para ele é a sua visceral ligação com o PT, especialmente com o ex-ministro José Dirceu. 
- Sua carreira confunde-se com a trajetória de militante petista, sendo que essa simbiose é, ao fundo e ao cabo, a única justificativa para encaminhá-lo ao SupremoTribunal Federal, onde tomou posse em uma das cadeiras no dia 23 de outubro de 2009, indicado pelo Presidente da República.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Lewandowisk votou contra o desmembramento em out/2010.

Só para constar, Lewandowisk já havia votado contra o desmembramento quando a situação era idêntica a essa do mensalão. Como é que pode ser um indivíduo como esse.

No link consta o voto: 

O Ministro Toffoli é realmente suspeito?

Essa história de que o Ministro Toffoli é suspeito é simplesmente um absurdo inominável, é assim que ele mesmo manifesta sobre as "especulações" que nos últimos dias vem surgindo em torno de seu nome com relação ao processo do mensalão no STF.

Não vou ficar aqui dissertando tese de curso básico de Direito. Isso é estudado na matéria de Processo Civil I, ou seja, bem no início do curso. E só é estudado para que os futuros bacharéis tenham uma noção técnica sobre o assunto, uma vez que qualquer leigo, mesmo sem saber em que lei procurar, entende que, pela lógica, é óbvio que ele não pode nem manifestar-se com relação ao mensalão.

Só para ilustrar vamos ao artigo de lei que impões as suspeições e impedimentos:

Suspeição - Artigo 135 do CPC.

Art. 135. Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando:
I - amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes;
II - alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parentes destes, em linha reta ou na colateral até o terceiro grau;
III - herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes;
IV - receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo; aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio;
V - interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes.
Parágrafo único. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo.

Outros artigos mencionam mais sobre a suspeição, mas vamos ficar só nesse aqui mesmo que já dá pra argumentar bastante.

Poderíamos dizer que o Ministro é suspeito porque é "amigo" de uma das partes, ou de várias delas, já que já foi advogado do PT e trabalhou pra e com muita gente que está sendo julgada, inclusive Delúbio Soares e José Dirceu além, é claro, do manda-chuva-mor: Lula.

O inciso II parece, até onde sabemos, não caber no caso, mas não duvido nada que, se investigar aparece algo que possa concretizar esse inciso para o caso.

O inciso III manifesta sobre empregador de uma das partes. Bom, vamos lá: vários deles não eram empregadores porque o PT não está sendo julgado, mas foram superiores hierárquicos dele dentro do partido. O inciso fica meio fora por causa do tempo verbal que parece (eu disse parece) estar no presente. Entretanto, é questão de honra e bom senso se desligar do processo por esse e outro incisos. Por outro lado, quem disse que petistas tem honra e bom senso?

O inciso IV, imediatamente antes da vírgula é colocado: "receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo". Bom, eu, particularmente, considero uma dádiva para o Ministro Toffoli ter sido indicado para o STF, até porque ele não cumpria, à época, a maioria dos requisitos, e não cumpre até hoje. Ironias a parte, é algo a ser questionado.

O inciso V é o mais claro de todos. "Interessando no julgamento da causa em favor de uma das partes". Não sei se é preciso ficar me alongando se há ou não interesse do Ministro Toffoli em absolver antigos patrões que o indicaram ao cargo de Ministro do STF, sem quase nenhum requisito necessário e que são antigos "cumpanheiros" de partido. Sinceramente minha mente não chegaria a ser tão corrosiva.

Por outro lado, o impedimento de um juiz se dá quando:

Impedimento - Artigo 134 do CPC

Art. 134. É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário:
I - de que for parte;
II - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como órgão do Ministério Público, ou prestou depoimento como testemunha;
III - que conheceu em primeiro grau de jurisdição, tendo-lhe proferido sentença ou decisão;
IV - quando nele estiver postulando, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consangüíneo ou afim, em linha reta; ou na linha colateral até o segundo grau;
V - quando cônjuge, parente, consangüíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta ou, na colateral, até o terceiro grau;
VI - quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica, parte na causa.
Parágrafo único. No caso do no IV, o impedimento só se verifica quando o advogado já estava exercendo o patrocínio da causa; é, porém, vedado ao advogado pleitear no processo, a fim de criar o impedimento do juiz.

O artigo 134 do CPC impede o juiz de exercer suas funções em determinados casos. Vejamos um a um dos incisos em quais o Ministro cabe.

No inciso I o CPC impede que o juiz funcione no processo em que for parte. Bom, o Ministro não é parte. É parte interessada, isso é verdade, mas não é parte diretamente, portanto apenas entraria como suspeição no inciso V do artigo 135, que seria suspeição. Esse inciso não serve para impedir o Ministro.

O inciso II manifesta que tenha intervindo como mandatário da parte, perito, promotor ou procurador de justiça ou que tenha sido testemunha, ou seja, não cabe. O Ministro foi advogado das partes em outros processo, não nesse. Não funcionou como nenhum dos cargos que o inciso fala.

O inciso III impede de julgar o juiz que já tenha funcionado como juiz e tenha proferido sentença ou decisão quando o processo está em grau de recurso e ele tenha funcionado no primeiro grau e, por coincidência esteja no segundo grau também. Não é o casa, até porque o Ministro Toffoli nunca foi juiz nem de briga de galo na vida.

O inciso IV e V falam sobre parentes e o Ministro, apesar de ter os mensaleiros como irmãos, não o são de sangue, portanto não cabe o inciso.

O inciso VI também não vai caber porque profere sobre pessoa jurídica, coisa que não tem nada a ver com o problema.

Portanto, apesar de não ser impedido, o Ministro é suspeito cabendo quase todos os incisos do artigo 135 do CPC, mas o Ministro diz que não, afinal ele foi indicado pra entrar lá depois do escândalo do mensalão, portanto, já tinha um motivo para o rapaz ter chegado, sem critério nenhum no cargo que chegou.

Vamos ver se os seus pares tomam uma atitude digna no plenário, coisa que duvido pois a maioria também foi indicado por Lula ou Dilma, ou seja, estão diretamente envolvidos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Existe isenção dos Ministros do STF no caso mensalão?

Amanhã começa o julgamento do chamado Mensalão.

Na minha opinião é o maior processo da história do STF, maior que a causa de Rui Barbosa, maior que o processo do impeachment.

A maioria dos sites jornalísticos e blogs estão fazendo um levantamento da vida dos acusados. Aqui faremos diferente: faremos o levantamento da parte que interessa  da vida dos Ministros que irão julgar.

Porque isso? Porque o meu questionamento é: até que ponto esse ou aquele Ministro é isento suficientemente para julgar, uma vez que os cargos de Ministros são por indicação do chefe do Executivo, hoje nossa "presidanta" Dilma.

Considerando que o Sr. ex-presidente Lula indicou a maioria dos Ministros que lá estão, eu abertamente coloco em xeque a isenção da maioria dos Ministros.

Antes de ver como e por quem cada Ministro foi indicado, me deixem apenas contar um historinha.

O STF originou-se na transferência da família real e da nobreza portuguesa para o Brasil, em 1808, por ocasião da invasão do reino de Portugal pelas tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte. O Príncipe-regente Dom João Maria de Bragança (futuro Rei Dom João VI), transfere a capital de Lisboa para o Rio de Janeiro, então capital do Estado do Brasil (1530-1815), uma colônia do império português. Com tal transferência, todos os órgãos do Estado português são transferidos para o Rio de Janeiro, inclusive a Casa da Suplicação, nome pelo qual era chamado o Supremo Tribunal de Justiça de Portugal. Transformando, então, a Relação do Rio de Janeiro na Casa da Suplicação do reino de Portugal e, portanto, também do império ultramarino português.

Em 1822, após a proclamação da independência do Brasil em relação a Portugal, por Dom Pedro de Alcântara de Bragança, (futuro imperador Dom Pedro I do Brasil), filho do Rei Dom João VI, foi outorgada a primeira constituição brasileira, em 1824. Tal constituição determinava que deveria existir na capital do Império do Brasil, além da Relação, uma suprema corte. A mesma constituição dizia que essa corte deveria ser chamada de Supremo Tribunal de Justiça.

Neste prédio foram levados à julgamento casos que tinham especial relevância nacional, como a extradição da companheira de Luís Carlos Prestes, Olga Benário, em pleno regime Vargas e ainda o mandado de segurança impetrado pelo presidente Café Filho, que, adoentado, fora hospitalizado e teve que ausentar-se do cargo, mas que, em razão de uma conspiração arquitetada pelo presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, no exercício da presidência, ordenou que tanques do exército cercassem o hospital onde estava o presidente, impedindo sua saída e evitando assim o retorno ao exercício do cargo após a recuperação. No antigo prédio passaram prestigiados juristas, tais como Nélson Hungria, Orozimbo Nonato, Hannemann Guimarães e Aliomar Baleeiro.

Com a mudança da capital federal para Brasília, o Supremo Tribunal Federal passou a ocupar o atual edifício-sede, localizado na praça dos Três Poderes, realizando sua primeira sessão em 21 de abril de 1960. Em 1969, foram compulsoriamente aposentados pelo regime militar os ministros Hermes Lima, Evandro Lins e Silva e Victor Nunes Leal, por força do Ato Institucional número cinco (AI-5).

Abaixo consto os nomes dos atuais Ministros e por ordem e quem indicou.

Ordem de
antiguidade
MinistroPresidente da República
responsável pela nomeação
Naturalidade
Data do Nascimento
1Ministro Celso de Mello.jpg
José SarneyTatuí/SP,
1 de novembrode 1945
2Marco aurelio mello.jpg
Fernando Collor de MelloRio de Janeiro/RJ
12 de julho de 1946
3Gilmar-Mender.jpg
Fernando Henrique CardosoDiamantino/MT
30 de dezembrode 1955
4Cezar peluso.jpg
Luiz Inácio Lula da SilvaBragança Paulista/SP
3 de setembro de 1942
5Carlos ayres britto.JPG
Luiz Inácio Lula da SilvaPropriá/SE
18 de novembrode 1942
6Joaquim barbosa stf.jpg
Luiz Inácio Lula da SilvaParacatu/MG
7 de outubro de 1954
7Ricardo lewandowski.JPG
Luiz Inácio Lula da SilvaRio de Janeiro/RJ
11 de maio de 1948
8Carmenluciaministra.jpg
Luiz Inácio Lula da SilvaMontes Claros/MG
19 de abril de 1954
9Toffoli ministro stf.jpg
Luiz Inácio Lula da SilvaMarília/SP
5 de novembrode 1967
10Luiz Fux.jpg
Dilma RousseffRio de Janeiro/RJ
26 de abril de 1953
11Maria Weber.JPG
Dilma RousseffPorto Alegre/RS
2 de outubro de 1948
Sem querer abusar da boa vontade de todos, mas me digam se uma turma julgadora dessas pode ser isenta?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Livro. O Chefe - Ivo Patarra

Um excelente livro já lançado há algum tempo sobre o mensalão e os episódios desse triste momento do Brasil e que ainda não acabou.

Sabendo que estamos prestes a entrar no último episódio dessa "novela" vamos também publicar aqui o livro "O Chefe" de Ivo Patarra.

Para os que preferirem ler diretamente no site do autor do livro ou mesmo comprá-lo, o link está aqui.

Para os que preferirem ler diretamente aqui em nosso blog ou mesmo baixar e imprimir, eis abaixo o livro.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Então a CUT vai para as ruas defender mensaleiros?!!!

Esses dias eu estava dando uma rodada pelos assuntos do dia, como faço sempre pela internet, e percebi um grande alvoroço em volta do tema CUT. Não que alvoroços em torno da CUT me surpreendam, mas é que quando o assunto é CUT ou UNE pode esperar que coisa boa não é.

Minhas suspeitas tinham motivo de ser. No jornal Folha de São Paulo divulgou o óbvio ululante (não se se esse termo é apropriado lembrar pessoas indesejadas, mas na falta de outro fica esse mesmo). A Folha divulgou que a CUT irá para as ruas, se for o caso, para defender os acusados do mensalão. O título desse artigo tem uma única interrogação e várias exclamações justamente para demonstrar o quão retórica é aquela pergunta e todas as demais que serão feitas nesse texto.

A reportagem original pode ser encontrada nesse link.

O novo presidente da CUT, Vagner Freitas disse que o escândalo do mensalão visava à deposição de Lula. A CUT ameaçou ir às ruas caso o julgamento tivesse caráter político, sem definir o que caracterizaria o julgamento como "político" até porque, provavelmente não sabia, ou seja, a CUT está solidária com os mensaleiros. Alguma surpresa?

É importante lembrar que a CUT nasceu como uma espécie de braço sindical do PT nos anos 1980 e a maioria dos seus dirigentes é filiada ao partido.


“Nós vivemos um bom momento político e a estabilidade é importante para os trabalhadores”, disse o sindicalista. “Não queremos um
país desestabilizado por uma disputa político-partidária, entre o bloco A e o bloco B.”

Se isso acontecer, a central não ficará de braços cruzados: “A CUT é um ator social importante e não vai ficar olhando”, afirmou Freitas.
Em 2005, quando o escândalo do mensalão veio à tona, a CUT reuniu 10 mil pessoas em Brasília para uma manifestação em defesa do governo Lula. O protesto foi organizado logo depois da queda do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, um dos réus do processo no STF.

Nos últimos meses, sindicatos ligados à CUT serviram frequentemente de palco para os réus do mensalão apresentarem sua defesa. O próprio Dirceu foi a congressos estaduais da central neste ano para falar sobre a conjuntura política e o julgamento.

No ano passado, foi numa plenária da CUT em Guarulhos, na Grande São Paulo, que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares lançou uma campanha para mobilizar militantes em sua defesa.

E ai? Alguém ai tem alguma dúvida do motivo da existência da CUT nesta terra em que tudo dá, inclusive palmeiras onde canta o sabiá?